A queda de cabelo é uma condição multifatorial associada a fatores como alterações hormonais, genética e doenças, e pode impactar a saúde emocional dos pacientes, com estresse e perda de autoconfiança. As informações são compartilhadas por estudo publicado na National Library of Medicine.
A análise aponta que, apesar do uso de tratamentos tradicionais como minoxidil, finasterida e transplante capilar, novas abordagens baseadas em biotecnologia — como terapias com células-tronco, fatores de crescimento e engenharia de tecidos — têm ampliado as possibilidades de regeneração e fortalecimento dos fios.
A Dra. Elanice Torres, médica especialista em transplante capilar e tricologia clínica em Brasília (DF), observa que a alopecia androgenética — relacionada à genética e à ação hormonal — é a causa mais frequente da queda de cabelo, e fatores como estresse crônico, deficiências nutricionais, alterações hormonais, como na tireoide, doenças autoimunes, uso de medicamentos, como as canetas emagrecedoras, e fases fisiológicas, como o pós-parto, também são motivações comuns da calvície.
"O estilo de vida atual, com alta carga de estresse e alimentação inadequada, tem intensificado esses quadros. Entender a causa é o primeiro passo para um tratamento realmente eficaz. Cada caso de queda de cabelo é único. Um diagnóstico detalhado permite identificar a causa exata, seja genética, hormonal, inflamatória ou nutricional, evitando tratamentos genéricos", aponta a médica.
De acordo com a Dra. Elanice Torres, a análise do padrão de perda, densidade e saúde do couro cabeludo permite traçar um plano personalizado, mais seguro e com maior previsibilidade de resultado. "Em tricologia, diagnóstico correto é o que define o sucesso do tratamento. Dentro do conceito de identidade capilar, essa avaliação se torna um dos passos mais importantes, pois considera não apenas a perda, mas as características individuais de cada paciente".
A médica reforça que a queda de cabelo impacta diretamente a forma como o paciente se reconhece. Segundo ela, a restauração capilar bem conduzida, além de recuperar os fios, resgata a percepção de si mesmo pelo paciente. "Muitos relatam uma desconexão com a própria imagem, como se deixassem de se enxergar como realmente são. É um tratamento que atua tanto no físico quanto na construção da própria identidade", avalia.
Avanços na medicina capilar
A Dra. Elanice Torres destaca que inovações no diagnóstico e acompanhamento médico têm contribuído para melhores resultados na restauração capilar. Para ela, exames laboratoriais mais completos identificam causas sistêmicas e ferramentas como a tricoscopia digital permitem avaliar fios e couro cabeludo em alta resolução, enquanto softwares com inteligência artificial (IA) ajudam a mapear a perda capilar e prever sua evolução.
"Hoje, o diagnóstico é muito mais preciso e tecnológico. O acompanhamento digital permite ajustar o tratamento em tempo real. Esse conjunto de tecnologias, somado à visão individualizada do especialista, contribui para decisões mais assertivas, tratamentos mais eficientes e resultados com maior naturalidade, respeitando a identidade capilar de cada paciente", explica a médica.
Segundo ela, terapias, fatores de crescimento e abordagens regenerativas, incluindo o uso de tecnologias que estimulam o próprio folículo, são avanços da medicina capilar para um modelo altamente individualizado. "A integração de dados genéticos, hormonais e clínicos permite personalizar o tratamento de forma precisa e proporciona resultados mais naturais, respeitando densidade, direção e padrão de crescimento dos fios, com melhora consistente ao longo do tempo".
A médica ressalta a técnica Follicular Unit Extraction (FUE, ou Extração de Unidades Foliculares, em português) como uma evolução importante no transplante capilar por se diferenciar do método tradicional Follicular Unit Transplantation (FUT, ou Transplante de Unidade Folicular), que retira uma faixa do couro cabeludo e pode deixar cicatriz linear.
Um relatório da Research and Markets indica que o mercado de sistemas de FUE tem crescido, impulsionado pela demanda por procedimentos minimamente invasivos e pela maior aceitação de procedimentos estéticos entre homens e mulheres. Segundo o documento, a técnica ganhou espaço justamente por não deixar cicatrizes lineares, enquanto avanços como assistência robótica e IA ampliam a precisão, reduzem o tempo dos procedimentos e melhoram os resultados.
"A FUE realiza a extração individual dos folículos, tornando o procedimento menos invasivo e gerando efeitos como cicatrizes praticamente imperceptíveis, recuperação mais rápida e resultado mais natural. Além disso, técnicas como a FUE sem raspagem ampliam o conforto e a discrição do procedimento", afirma a Dra. Elanice Torres.
Para saber mais, basta acessar o site oficial da Dra. Elanice Torres: https://draelanicetorres.com.br/
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