Dores, deformidades e lesões nos pés e tornozelos estão entre os quadros mais comuns de limitação funcional e dificuldade de locomoção, impactando diretamente a mobilidade e a qualidade de vida da população. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) alerta que alterações ortopédicas nessa região podem comprometer o equilíbrio, a sustentação corporal e a realização de atividades diárias, com incidência crescente ao longo do envelhecimento.
Dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) evidenciam a dimensão do problema ao indicar que cerca de 20% das pessoas com até 69 anos convivem com dores nos pés e tornozelos, percentual que ultrapassa 50% entre os idosos. Entre as condições mais frequentes está o hálux valgo, conhecido como joanete, caracterizado pelo desvio do dedão do pé e pela formação de uma saliência óssea na região lateral.
A Dra. Mariane Paula, médica especialista em ortopedia, com atuação dedicada às áreas do pé e tornozelo em adultos e ortopedia pediátrica, enfatiza que dores não devem ser negligenciadas e precisam de avaliação especializada. "Não é normal sentir dor, principalmente de forma persistente. O indicado nestes casos sempre é procurar um especialista", orienta.
Ela explica que existe uma relação entre hábitos, tipo de calçado e o desenvolvimento ou agravamento de condições nos pés ao longo da vida. "Os pés são os pilares do corpo; eles sustentam carga de forma quase ininterrupta e é preciso tratá-los com cuidado, usando sapatos que não sejam apertados. Eles precisam ter amortecimento adequado e devem promover estabilidade", alerta. Tudo isso pode influenciar diretamente no aparecimento ou piora de deformidades e desgaste.
Diagnóstico e indicação cirúrgica
A ortopedista enfatiza que são vários os fatores a serem avaliados para elaborar um plano de tratamento eficiente e acessível para o paciente, entre eles a idade, as atividades que gosta de praticar, o trabalho, as comorbidades, e também os anseios estéticos e receios.
Cada paciente é único e precisa ser tratado como tal, reforça a Dra. Mariane Paula. Por isso, é fundamental adotar uma abordagem individualizada no tratamento dessas condições. O diagnóstico precoce também desempenha um papel essencial: ele facilita o tratamento, reduz o tempo de recuperação e, sobretudo, minimiza o risco de lesões associadas e da progressão da lesão de base.
Segundo a especialista em ortopedia pediátrica, com o avanço da medicina, é possível atuar de forma minimamente invasiva nas crianças, aproveitando o potencial de crescimento a favor do tratamento, o que reduz os riscos cirúrgicos, o porte dos procedimentos, facilita a recuperação e evita sequelas na vida adulta.
"A indicação cirúrgica para condições bastante comuns, como joanete, fascite plantar e esporão do calcâneo, geralmente ocorre diante da limitação da mobilidade e da falta de resposta ao tratamento conservador. No entanto, essa decisão deve considerar principalmente o paciente, especialmente quando a dor ou a deformidade passam a comprometer a qualidade de vida. Mesmo com a tentativa de tratamento não intervencionista, pode chegar o momento em que a cirurgia se torna a melhor alternativa", afirma a médica.
Em relação a lesões traumáticas no pé e tornozelo, como fraturas e entorses graves, a Dra. Mariane Paula explica que existem muitas variáveis a se considerar para determinar a necessidade de intervenção cirúrgica. "Alguns critérios são: a energia do trauma, lesões de partes moles, desvio da fratura, acometimento articular, instabilidade, idade e demanda do paciente, dentre outros. Entretanto, cada caso deve ser avaliado minuciosamente pelo especialista para que a conduta seja a melhor para o paciente em questão", conclui.
Para mais informações, basta acessar o site oficial da Dra. Mariane Paula: https://dramarianepaula.com.br/
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