
O Criciúma voltou a mostrar por que está na liderança da Série B. A vitória por 1 a 0 sobre o Goiás talvez não tenha sido uma apresentação de encher os olhos, mas foi uma atuação de time maduro, competitivo e que sabe o que precisa fazer para conquistar os três pontos.
O Tigre começou a partida ligado. Pressionou, ganhou campo e, logo aos cinco minutos, aproveitou uma jogada de bola parada para abrir o placar com Luciano Castán. Depois disso, o jogo mudou de característica. O Goiás tentou crescer, teve mais posse em alguns momentos, mas encontrou um Criciúma organizado e muito forte defensivamente.
E aqui está um ponto importante: nem sempre o líder precisa jogar bonito para vencer. Campeonato de Série B exige força, concentração e capacidade de sofrer. E o Criciúma soube fazer isso.
Depois da derrota para o Athletic, existia a necessidade de dar uma resposta rápida ao torcedor. E ela veio justamente dentro do Heriberto Hülse, onde o Tigre continua fazendo do Majestoso uma das grandes armas desta campanha.
Também chama atenção a força da bola parada. Em um campeonato equilibrado, onde muitos jogos são decididos nos detalhes, ter zagueiros que aparecem para decidir pode representar pontos preciosos na caminhada pelo acesso.
Mas é preciso manter os pés no chão. O Criciúma poderia ter administrado alguns momentos da partida com mais tranquilidade e criado mais oportunidades para matar o jogo. Quando se vence apenas por 1 a 0, qualquer bola pode mudar tudo.
No fim, porém, ficam os três pontos, a liderança e a demonstração de força de um time que continua firme na briga pelo acesso à Série A.
O Criciúma talvez não tenha dado espetáculo. Mas jogou como líder. E, nesta altura do campeonato, isso vale muito.