De acordo com a denúncia, o crime ocorreu na madrugada de 7 de agosto de 2026, após o casal retornar de uma confraternização estudantil em Criciúma. A vítima e o denunciado mantinham um relacionamento de poucos meses, marcado por términos e tentativas de reconciliação.
Conforme sustenta na denúncia a promotora de Justiça, Raísa Carvalho Simões Rollin, a jovem teria sido morta por asfixia após manifestar a intenção de encerrar o relacionamento. O acusado teria atacado Joviana pelas costas utilizando um golpe de estrangulamento conhecido popularmente como "mata-leão", o que teria reduzido significativamente as possibilidades de defesa. O Ministério Público aponta que o crime foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e motivado por menosprezo à condição feminina.
Os elementos reunidos na investigação indicam que Joviana tentou resistir à agressão. Conforme descrito na denúncia, laudos periciais apontaram lesões compatíveis com tentativas de afastar a pressão exercida sobre o pescoço, além de outros ferimentos provocados enquanto ainda estava viva.
Corpo foi encontrado após registro de desaparecimento
Após a morte, segundo a denúncia, o acusado teria mantido o corpo da jovem oculto dentro de sua residência por três dias. O cadáver foi localizado somente na manhã de 10 de agosto, quando policiais militares realizavam diligências relacionadas ao desaparecimento da jovem, comunicado por familiares. O corpo estava enrolado em cobertores dentro do quarto do homem, que permanecia trancado.
A denúncia relata ainda que, durante esse período, o denunciado teria tentado impedir que familiares da vítima desconfiassem do crime, utilizando o telefone celular dela para enviar mensagens à mãe da jovem, simulando que ela estava bem e mantendo uma rotina normal.
“Infelizmente mais um feminicídio brutal ocorrido em nossa região. Joviana era uma jovem com tantos sonhos, que naquela mesma semana ingressou na faculdade, um objetivo muito almejado, segundo a família, mas que foi assassinada pelo seu próprio namorado, que dizia amá-la. Mais um crime contra a mulher, em plena campanha do Agosto Lilás, mês voltado à conscientização da violência doméstica. Triste”, pontuou a Promotora de Justiça.
Qualificadoras e pedido do Ministério Público
Na denúncia, o MPSC atribui ao acusado a prática de feminicídio qualificado, sustentando que o crime foi cometido por razões da condição do sexo feminino, mediante asfixia e com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foi imputado o crime de ocultação de cadáver.
O Ministério Público requer que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri e pede ainda a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil em favor da família da vítima pelos danos causados pelo crime.
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