
Santa Catarina confirmou dois casos de Febre do Nilo Ocidental, doença viral transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados. Um dos casos envolve uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, que morreu. O segundo paciente é um homem de 56 anos, morador de Caçador, que chegou a ficar internado, mas já recebeu alta.
De acordo com as informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES), os dois pacientes apresentaram manifestações neurológicas. As equipes de saúde realizam investigação epidemiológica para identificar os possíveis locais onde ocorreram as infecções e avaliar a circulação do vírus no estado.
Nesta terça-feira (25), o Ministério da Saúde informou que, em 2026, já foram confirmados dois casos em Santa Catarina e dois em São Paulo. A pasta acrescentou que a morte registrada no Sul do país permanece sob investigação.
A Febre do Nilo Ocidental é causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos, especialmente os chamados pernilongos do gênero Culex.
O vírus circula naturalmente entre aves silvestres e mosquitos. Os seres humanos e os equinos são considerados hospedeiros acidentais. A doença não é transmitida pelo contato comum entre pessoas, nem diretamente de aves para seres humanos.
A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Quando surgem, os sinais mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo e mal-estar.
Em uma pequena parcela dos pacientes, porém, a doença pode atingir o sistema nervoso central e provocar quadros mais graves, como meningite ou encefalite, além de confusão mental, alteração da consciência e fraqueza.
A Secretaria de Saúde orienta a população a reforçar os cuidados contra mosquitos. Entre as principais medidas estão:
Pessoas que apresentarem febre e mal-estar associados a sinais neurológicos, como confusão mental, fraqueza ou alteração do nível de consciência, devem procurar atendimento médico e informar se estiveram recentemente em áreas com grande exposição a mosquito