
Três irmãos foram presos preventivamente nesta sexta-feira (28) durante uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina que investiga a aplicação do chamado golpe do bilhete premiado contra uma idosa de 77 anos, em Joinville, no Norte do Estado.
A ação, denominada Operação Negócio de Família, foi realizada pela Delegacia de Combate a Estelionatos (DCE), ligada ao Departamento de Investigações Criminais (DIC) de Joinville.
O crime aconteceu em junho, no bairro Vila Nova. Segundo a investigação, a vítima foi inicialmente abordada por uma mulher que dizia estar perdida e afirmava possuir um suposto bilhete premiado.
Logo depois, um homem bem vestido teria se aproximado e se oferecido para ajudar. A idosa acabou entrando em um veículo com os suspeitos e permaneceu sob o controle do grupo por aproximadamente cinco horas, sofrendo forte pressão psicológica.
Durante o período em que esteve com os criminosos, a vítima foi levada a diferentes instituições bancárias. Foram realizados saques e também uma operação de crédito utilizando a biometria facial da própria idosa.
A investigação apontou ainda que um aplicativo teria sido instalado no celular da vítima para permitir o acesso remoto ao aparelho.
O prejuízo efetivamente registrado chegou a R$ 13.477,53. Os suspeitos, no entanto, ainda teriam tentado realizar novas compras e empréstimos que poderiam elevar a perda para mais de R$ 50 mil. As demais operações acabaram sendo bloqueadas.
Além das três prisões preventivas, a Polícia Civil cumpriu 11 mandados de busca e apreensão relacionados à associação criminosa investigada por estelionato.
Os três irmãos são naturais de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, mas estavam residindo em Camboriú, Santa Catarina, onde, segundo a investigação, mantinham uma base de atuação.
As ordens judiciais foram cumpridas simultaneamente em Camboriú, Passo Fundo e Erechim. A operação contou com apoio de equipes policiais das três cidades.
A investigação continua para apurar a participação dos envolvidos e identificar a possível existência de outras vítimas do grupo.
Fonte: Polícia Civil de Santa Catarina, com informações do ND Mais.