
Uma forte tempestade de granizo transformou a noite deste sábado (29) em momentos de tensão e medo na Grande Florianópolis. Moradores descreveram o cenário como um “verdadeiro apocalipse”, diante da quantidade e do tamanho das pedras de gelo que atingiram casas, veículos e áreas externas.
Em Florianópolis, os registros mais intensos ocorreram principalmente no Norte da Ilha, em bairros como Canasvieiras, Ingleses, Vargem do Bom Jesus e Cachoeira do Bom Jesus. Imagens e vídeos publicados por moradores mostram uma grande quantidade de gelo acumulada após a passagem da tempestade.
A força do granizo provocou danos em telhados e imóveis, além de atingir veículos que estavam estacionados nas ruas e em áreas descobertas. Em alguns pontos, moradores relataram pedras de gelo de tamanho incomum, chegando a ser comparadas ao tamanho de um limão.
O temporal atingiu a região por volta das 19h. Além de Florianópolis, também foram registrados granizo e estragos em municípios como Biguaçu e Palhoça.
A intensidade surpreendeu quem estava dentro de casa. O forte barulho das pedras batendo contra telhados, janelas e veículos provocou apreensão, principalmente diante da possibilidade de quebra das coberturas e entrada de água nas residências.
Até as primeiras informações divulgadas após o temporal, não havia confirmação de feridos em Florianópolis, e o levantamento dos prejuízos ainda estava em andamento.
Pouco antes da tempestade, às 18h55, a Defesa Civil de Santa Catarina emitiu um aviso específico incluindo Florianópolis, Biguaçu, Palhoça, São José e outros municípios da região. O alerta indicava risco de temporais com raios, rajadas de vento, granizo e alagamentos.
A instabilidade ainda exige atenção. A Epagri/Ciram prevê um período de chuva intensa e volumosa em Santa Catarina, com possibilidade de acumulados entre 150 e 200 milímetros na Grande Florianópolis até segunda-feira (31). Também há condições para novos temporais isolados, granizo e rajadas que podem ultrapassar 70 km/h.
Em caso de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.