
A Justiça determinou que o clube pague R$ 16,9 milhões à Icipar Empreendimentos S.A., estabelecendo prazo de 15 dias, contado da intimação, para o pagamento voluntário. O Colorado também pode apresentar contestação dentro do prazo.
A cobrança tem origem em compromissos financeiros relacionados à negociação de D’Alessandro. Em 2020, foi reconhecido um crédito de R$ 18,9 milhões em favor da DIS Esportes. Metade desse crédito posteriormente foi cedida à Icipar.
Segundo a empresa, em 2023 houve um acordo para pagamento da dívida, mas o Internacional teria quitado apenas a primeira parcela, de R$ 150 mil. Com saldo devedor, encargos e a multa prevista no acordo, a cobrança chegou aos atuais R$ 16,9 milhões.
A Icipar também pediu a penhora de ativos financeiros e de determinados créditos do clube. Caso não haja pagamento no prazo, a decisão prevê nova multa de 10%, elevando ainda mais o débito. O Internacional informou que acompanha o processo e adotará as medidas necessárias para solucionar a questão.
Fonte: ge / Poder360
?️ COMENTÁRIO ESPORTIVO
“É uma situação que serve de alerta para o Internacional. Estamos falando de uma contratação feita em 2008, há 18 anos, e que ainda hoje produz consequências financeiras para o clube.
E aqui não se discute a importância de D’Alessandro. Dentro de campo, ele se tornou um dos maiores ídolos da história recente do Colorado. A questão é administrativa.
O que chama atenção é que existiu uma tentativa de acordo e, segundo a credora, o Inter pagou apenas a primeira parcela. Uma dívida que poderia ser administrada acabou crescendo com multas e encargos até chegar perto dos R$ 17 milhões.
Futebol não se administra olhando apenas para os 90 minutos. Contratos assinados hoje podem comprometer o clube durante muitos anos. E agora o Internacional precisa encontrar uma solução jurídica e financeira para impedir que uma pendência do passado continue pesando sobre o presente do Colorado.”