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Aos 72 anos, Pedrinho da Barbearia mantém fé no Criciúma e relembra o time campeão de 1991

Barbeiro tradicional do Centro de Criciúma cresceu no bairro Próspera, já cortou o cabelo de mais de 30 jogadores e acredita em vitória do Tigre diante do Avaí

26/09/2026 14h53
Por: Redação Fonte: Redação
Aos 72 anos, Pedrinho da Barbearia mantém fé no Criciúma e relembra o time campeão de 1991

Quem passa pelo Centro de Criciúma talvez já conheça Pedrinho da Barbearia. Aos 72 anos, ele carrega uma história que se mistura com a paixão pelo futebol e, principalmente, pelo Criciúma Esporte Clube.

Criado no bairro Próspera, Pedrinho conta que nunca teve outro clube no coração. Para ele, existe apenas um time: o Criciúma.

E mesmo diante do momento de instabilidade vivido pelo Tigre, a confiança continua. Para o confronto contra o Avaí, Pedrinho não esconde a expectativa.

“No meu coração, o Criciúma vai ganhar do Avaí”, afirma o torcedor.

Pedrinho também acompanha atentamente tudo o que acontece dentro e fora de campo. Sobre a saída de Eduardo Baptista, ele é direto ao dizer que, em sua opinião, a ida do treinador para o Internacional acabou sendo positiva para o Criciúma.

“A melhor coisa foi o Internacional levar o Eduardo Baptista”, comenta.

Mas uma pergunta continua sem resposta para o torcedor de 72 anos: como um time que começou apresentando um futebol tão bonito conseguiu cair tanto de rendimento?

Segundo Pedrinho, o Criciúma demonstrava no início características de uma equipe capaz de competir em alto nível.

“Era um time classe A. Fazia jogadas bonitas, dava gosto de ver. Mas, de repente, parece que o time morreu. É difícil entender o que aconteceu”, relata.

Saudade do Criciúma campeão

Quando fala do passado, os olhos e a memória do torcedor voltam para 1991, ano histórico em que o Criciúma conquistou a Copa do Brasil.

Para Pedrinho, aquela equipe possuía algo que ele considera fundamental: identificação com a camisa.

“Eu sinto saudade daquela época. Em 1991, os jogadores vestiam a camisa de verdade. A gente via a vontade deles dentro de campo”, recorda.

A ligação de Pedrinho com o clube também passa pela profissão. Durante décadas trabalhando como barbeiro, ele estima já ter cortado o cabelo de mais de 30 jogadores que passaram pelo Criciúma.

Sua barbearia fica ao lado do Estádio Heriberto Hülse, fazendo com que a rotina profissional e a paixão pelo Tigre estejam sempre próximas.

Entre histórias de jogadores, jogos inesquecíveis, vitórias, derrotas e mudanças de gerações, Pedrinho continua acompanhando o Criciúma como sempre fez.

Aos 72 anos, permanece o mesmo sentimento de quem cresceu no Próspera e adotou apenas um clube para toda a vida.

Pedrinho da Barbearia é, acima de tudo, um torcedor de coração. E para o clássico contra o Avaí, a esperança continua viva: ele acredita na vitória do Tigre.