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Brasil ganha espaço na corrida global por data centers e IA

A expansão da inteligência artificial está acelerando investimentos em infraestrutura computacional em diferentes regiões. Na União Europeia, a Comissão lançou em 2026 um programa para criar até sete giga fábricas de IA, apoiado por até € 10 bilhõ...

14/10/2026 14h56
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Nos Estados Unidos, o projeto Stargate avança na expansão da capacidade de data centers para IA. Nesse cenário de disputa global por processamento e energia, o Brasil reúne atributos como matriz elétrica predominantemente renovável, novos incentivos e uma cadeia industrial capaz de participar desse mercado.

A corrida global pela inteligência artificial deixou de acontecer apenas no desenvolvimento de modelos e aplicações. À medida que o uso da tecnologia cresce, aumenta também a necessidade de servidores, chips, armazenamento, conectividade e energia para processar grandes volumes de dados. Os data centers, responsáveis por concentrar parte dessa infraestrutura computacional, ganham importância estratégica nesse cenário.

Em setembro de 2026, o Fórum Econômico Mundial mostrou a dimensão desse movimento: 97% dos economistas-chefes consultados esperam aumento da adoção de IA nos 12 meses seguintes, enquanto 78% avaliam que os investimentos em data centers contribuirão significativamente para o crescimento econômico global. Esse avanço amplia a disputa entre países capazes de oferecer energia, conectividade e condições para investimentos de longo prazo.

O Brasil entra nessa discussão com um diferencial relevante: a composição de sua matriz elétrica. Segundo o Balanço Energético Nacional 2026, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 86,8% da oferta interna de eletricidade brasileira em 2025 veio de fontes renováveis. No mesmo ano, as fontes eólica e solar fotovoltaica responderam juntas por 26,4% da geração nacional.

O ambiente regulatório também começou a acompanhar essa demanda. Sancionado em setembro de 2026, o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) prevê incentivos para a instalação, modernização e expansão dessas estruturas, além de estabelecer contrapartidas relacionadas ao uso de energia limpa, à eficiência hídrica, à pesquisa e desenvolvimento e à oferta de capacidade ao mercado interno. O Ministério da Fazenda informa ainda que cerca de 60% dos dados dos brasileiros estão atualmente armazenados fora do país, indicando espaço para ampliar a capacidade nacional de armazenamento e processamento de dados.

A oportunidade, porém, não está restrita às empresas que constroem ou operam data centers. Essas instalações dependem de uma cadeia formada por equipamentos elétricos, sistemas de energia, componentes eletrônicos, refrigeração, automação, conectividade e serviços especializados. Estudo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) estima em aproximadamente R$ 53,2 milhões o investimento de capital por megawatt instalado em data centers no Brasil e aponta que hardware e software representam quase 62% desse investimento.

O país já possui uma base industrial relevante em segmentos relacionados a essa infraestrutura: segundo a Abinee, a indústria eletroeletrônica brasileira faturou cerca de R$ 272 bilhões em 2025, incluindo R$ 52 bilhões em equipamentos industriais, R$ 31,7 bilhões em geração, transmissão, distribuição e armazenamento de energia elétrica, R$ 15,1 bilhões em componentes elétricos e eletrônicos e R$ 15 bilhões em materiais elétricos de instalação. Esses números não representam demanda exclusiva de data centers, mas ajudam a dimensionar a capacidade produtiva existente em setores que podem disputar projetos e fornecimentos à medida que novos investimentos em infraestrutura digital avancem no país.

O crescimento dessas oportunidades também aumenta as exigências de gestão para indústrias em expansão. Mais pedidos, fornecedores, materiais, estoques e capacidade produtiva elevam o volume de informações que precisa circular entre diferentes áreas da empresa. O SAP Business One, sistema ERP desenvolvido para empresas em expansão, integra processos de finanças, compras, estoque, vendas, relacionamento com clientes, relatórios e análises em uma mesma estrutura.

"A expansão de uma nova cadeia tecnológica pode abrir oportunidades para empresas industriais, mas crescer de forma sustentável exige que a gestão acompanhe esse avanço. Quanto maior a complexidade da operação, maior a necessidade de integrar informações para que produção, estoque, compras e finanças trabalhem a partir da mesma visão do negócio", afirma Marcelo Furtado, Head de Tecnologia da Upper.

Com mais de 20 anos de atuação no mercado de tecnologia empresarial, a Upper implementa o SAP Business One e atua em projetos de gestão integrada para empresas em crescimento. Nesse cenário, sistemas ERP podem apoiar a organização dos processos e das informações necessárias para que o aumento de escala não reduza a visibilidade sobre a operação.

Para saber mais informações, basta acessar: www.uppertools.com.br.