Relatos de ameaças a caminhoneiros que optaram por não aderir à paralisação têm gerado preocupação na região Sul do Brasil. De acordo com informações divulgadas por portais de notícias regionais, alguns profissionais afirmam ter sofrido intimidações nas estradas, o que aumentou o clima de tensão em meio à mobilização da categoria.
Segundo representantes do setor, há casos em que motoristas foram abordados e pressionados a interromper viagens ou aderir ao movimento. As denúncias estão sendo acompanhadas por autoridades, que reforçam a importância de garantir o direito de livre circulação e trabalho.
Apesar do cenário, lideranças dos caminhoneiros indicam que a paralisação pode estar próxima do fim. Um representante da categoria afirmou que os profissionais aguardam a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma medida provisória apresentada nesta quarta-feira, dia 18, que trata da tabela de fretes.
“Acreditamos que isso deva acontecer hoje ou já até tenha acontecido. Se de fato houver a assinatura, estaremos encerrando a mobilização e depois vamos para Brasília tratar sobre o assunto”, declarou.
A possível medida é vista como um avanço nas negociações entre governo e caminhoneiros, já que a definição de valores mínimos para o frete é uma das principais reivindicações da categoria. Enquanto isso, entidades do setor e órgãos de segurança seguem monitorando a situação para evitar novos episódios de coação e garantir a segurança nas rodovias da região Sul.