
Por Igor de Jesus
Neste domingo de Páscoa, milhões de cristãos ao redor do mundo celebram o coração da sua fé: a Ressurreição de Jesus Cristo. Mais do que uma data no calendário religioso, este dia representa a vitória da vida sobre a morte, da esperança sobre o medo e do amor sobre todas as formas de sofrimento humano.
Segundo a tradição cristã, após ser crucificado na sexta-feira santa, Jesus foi sepultado em um túmulo novo, cedido por José de Arimateia. No terceiro dia, o domingo, Ele ressuscitou, manifestando-se aos apóstolos e discípulos, fortalecendo a fé daqueles que dariam continuidade à sua missão. Durante quarenta dias, essas aparições reafirmaram aquilo que hoje sustenta a base da teologia cristã: Cristo venceu a morte.
A declaração “Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras”, presente no Credo, não é apenas uma frase repetida nas celebrações. Ela é a essência de uma fé que atravessa séculos e continua a transformar vidas. Para os cristãos, a ressurreição representa a realização do plano de Deus: salvar a humanidade e restaurar a dignidade da pessoa humana.
Apesar de questionamentos por parte de estudiosos sobre a historicidade do acontecimento, é na vivência da fé que os cristãos encontram sentido. A ressurreição não é apenas um fato do passado, mas um chamado constante à transformação interior. Ressuscitar, neste contexto, significa renovar-se, superar fraquezas e manter viva a esperança, mesmo diante das dificuldades.
Em um mundo marcado por violência, medo e desumanização, a mensagem da Páscoa se torna ainda mais urgente. Vivemos tempos em que valores como respeito, fraternidade e empatia parecem enfraquecidos. Diante disso, a ressurreição de Cristo surge como um convite à mudança: é preciso fazer renascer uma nova cultura, baseada na vida, no amor e na solidariedade.
Como jornalista, mas também como cidadão, reflito: ainda há tempo. Tempo para recomeçar, para reconstruir relações, para resgatar aquilo que nos torna verdadeiramente humanos. A Páscoa nos lembra que nenhuma realidade de dor é definitiva, e que sempre existe a possibilidade de um novo começo.
Celebrar a Páscoa é, portanto, mais do que recordar um acontecimento religioso. É assumir um compromisso com a vida. É permitir que a esperança renasça dentro de cada um de nós.
Que este dia seja, de fato, um marco. Um ponto de virada. Um convite à transformação.
Feliz e Santa Páscoa.