Olha, torcedores do Criciúma, amigos da Jornada Esportiva da Rádio Içara: o resultado foi positivo, mas a atuação deixa dúvidas. O Tigre venceu o CRB por 3 a 1 e segue firme no G4, porém o futebol apresentado está longe de empolgar.
Nem mesmo a chuva leve que caiu no fim da tarde foi suficiente para “lavar a alma” do torcedor. Isso porque o Criciúma, que em outras temporadas carregava o rótulo de “ressuscitar adversários”, até afastou esse fantasma — mas não convenceu dentro de campo.
O que se viu foi um time jogando de forma reativa dentro do próprio estádio. Um Criciúma que, em vez de impor seu ritmo, correu atrás do adversário em vários momentos, apostando no contra-ataque — algo difícil de aceitar jogando em casa.
É claro que o futebol mudou, e há jogos que se tornam complicados não pela má atuação do seu time, mas pelo encaixe do adversário. E o CRB, apesar de ainda não ter vencido na competição, mostrou organização e dificultou bastante a partida.
Individualmente, alguns destaques positivos. Romarinho fez um grande primeiro tempo e foi decisivo. Nícolas cumpriu seu papel de centroavante com oportunismo. E a evolução de Juan chama atenção — mais leve, mais seguro e cada vez mais consistente na defesa. Bruno Alves também teve atuação sólida, além de marcar o primeiro gol.
Por outro lado, o meio-campo preocupou. Muito espaçado, com linhas distantes, o setor deu liberdade ao CRB. No início, faltou compactação e sobrou responsabilidade para Guilherme Lobo, que demorou a entrar no jogo. Só cresceu quando o técnico mexeu e povoou mais o setor.
Thiaguinho teve uma noite para esquecer. Errou praticamente tudo o que tentou e acabou substituído no intervalo — decisão acertada, já que suas falhas poderiam ter custado caro.
O Criciúma até contou com falhas defensivas do CRB, principalmente no segundo gol, quando a zaga adversária assistiu à jogada. No segundo tempo, com mudanças e melhor organização no meio, o time catarinense conseguiu equilibrar mais o jogo. Ainda assim, sofreu pressão de um CRB que partiu para o tudo ou nada e chegou a diminuir o placar.
O terceiro gol veio no contra-ataque, sacramentando a vitória. Mas, no contexto geral, fica a sensação de que o placar foi mais generoso do que a atuação.
No fim das contas, o Criciúma venceu — e isso é fundamental. Está no G4 e segue firme na briga pelo acesso. Mas é inegável: o time precisa jogar mais. Precisa ter controle, intensidade e protagonismo, principalmente dentro de casa.
Eduardo Baptista ainda tem trabalho pela frente. Com o elenco que possui, é possível apresentar um futebol mais consistente e confiável. A vitória veio, mas o desempenho acende o alerta.
Seguimos. A caminhada rumo à Série A continua — mas com a certeza de que há muito a evoluir.
Análise que vai além do placar!
Quer entender de verdade o que aconteceu no jogo?
Então você precisa conferir o comentário esportivo de Adroaldo Faraco — direto, opinativo e sem rodeios.
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