O crescimento das parcerias entre o poder público e organizações da sociedade civil trouxe, junto com mais recursos e responsabilidades, um aumento expressivo da fiscalização. Ministério Público, Tribunais de Contas e outros órgãos de controle intensificaram o monitoramento sobre entidades que recebem verbas por meio de convênios, contratos de gestão e parcerias. Para as organizações que não investiram em governança, transparência e conformidade jurídica, o risco de intervenções, bloqueios de recursos e até dissolução compulsória é real e crescente.
O advogado Tomáz de Aquino Resende tem uma perspectiva singular sobre o tema: trabalhou por 18 anos como Promotor de Justiça com atuação no velamento de fundações e associações beneficentes antes de se dedicar à advocacia especializada no Terceiro Setor. Essa trajetória lhe permite enxergar o problema dos dois lados. "Como promotor, acompanhei de perto o que acontece quando uma entidade cresce sem estrutura jurídica adequada. Os problemas raramente surgem de má-fé — na maioria das vezes, são consequência de desconhecimento sobre as obrigações legais que acompanham o recebimento de recursos públicos", relata.
Para Resende, a governança de uma organização do Terceiro Setor começa pelo estatuto social, documento que precisa refletir com precisão a estrutura de poder, os mecanismos de controle interno e as finalidades da entidade. A existência de um conselho fiscal atuante, a prestação de contas regular e a adoção de práticas de compliance completam o que ele chama de arquitetura mínima de proteção institucional. "Um estatuto mal redigido ou desatualizado é a porta de entrada para a maioria dos problemas que chegam ao meu escritório. Ele define o que a organização pode fazer, como deve ser gerida e quais são as responsabilidades de cada dirigente. Ignorar isso é construir sobre areia", analisa o especialista.
O papel do advogado especializado vai além da defesa em casos de litígio. Resende defende que a atuação jurídica no Terceiro Setor deve ser essencialmente preventiva — participando da criação dos modelos de governança, orientando sobre obrigações acessórias e acompanhando as mudanças legislativas que afetam o setor. "A assessoria jurídica especializada não é um custo: é o que permite que a organização continue existindo e cumprindo sua missão social ao longo do tempo. Entidade que não se protege juridicamente está sempre a um relatório de fiscalização de distância de uma crise institucional grave", conclui.
O contexto normativo também evoluiu. A Lei das OSCs (Lei 13.019/2014) e as alterações promovidas em legislações das Oscips e das organizações sociais ampliaram as exigências de transparência e accountability para entidades que celebram parcerias com o Estado. Segundo Resende, muitas organizações ainda operam com estruturas concebidas antes dessas mudanças e não realizaram a devida atualização estatutária e procedimental para se adequar ao novo ambiente regulatório.
Educação Redes de educação devem enviar dados sobre equidade ao MEC até quarta
Educação Inscrições para edição do segundo semestre do Fies 2026 terminam hoje
Educação Inscrições para Fies terminam nesta sexta-feira
Educação Educação financeira pode ser incluída no currículo escolar
Educação Votação do Estatuto do Aprendiz é adiada após pedidos de vista na CAS
Educação Enare: inscrição para residência com pré-requisito termina hoje Mín. 18° Máx. 24°
Mín. 16° Máx. 27°
Chuvas esparsasMín. 15° Máx. 21°
Chuva
Daniel Capiotti Vacinação contra a gripe será realizada no Heriberto Hülse antes de Criciúma x Sport
Carlos Alberto Fiorenza Com gol nos acréscimos, Brasil vence o Japão e está nas oitavas da Copa do Mundo
Jorge Domingos Camilo Criciumense Roger Vieira vence o Red Bull Gênova Cerro Abajo
Igor de Jesus Comerciante é detido após efetuar disparos durante desentendimento em Balneário Rincão