Brasileiros acima dos 50 anos têm aumentado a demanda por cursos, viagens culturais e temporadas no exterior. Estatísticas publicadas pela Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (BELTA) indicam expansão do setor entre distintos perfis de viajantes, incluindo pessoas que decidiram estudar ou viver experiências fora do país em fases mais maduras da vida.
Segundo notícia publicada pela BELTA, agências da região de Campinas registraram aumento de até 36% nas viagens internacionais de pessoas idosas para programas de intercâmbio e turismo educacional. A entidade aponta ainda que o segmento deixou de estar restrito ao público jovem e passou a atrair consumidores interessados em experiências culturais, sociais e profissionais.
De acordo com reportagem publicada pela Folha de S. Paulo, esse tipo de viagem tem sido impulsionado pela busca por qualidade de vida e realização de projetos pessoais adiados em outras etapas da vida.
O movimento acompanha mudanças no perfil dos viajantes e no interesse por programas voltados a públicos diversos.
Para a diretora executiva da Intercultural, Marina Jendiroba, houve uma mudança na forma como pessoas dessa faixa etária enxergam o intercâmbio. "O público acima dos 50 anos começou a perceber que, depois de crescidos os filhos, encaminhada a carreira e vencidas as preocupações da vida mais jovem, era possível e factível um intercâmbio depois dos 50 anos. A visibilidade que as redes sociais deram a viagens despertou também mais curiosidade, mostrando que é possível viver essa experiência em qualquer idade", afirma.
"A sede por viver novas experiências, por ir em busca, às vezes, de um desejo que ficou guardado no canto, quando antes não se tinha tempo, recursos ou disponibilidade, em função de família ou trabalho, mas que agora, com a vida mais encaminhada, é possível de realizar", diz.
Europa, Estados Unidos e Canadá estão entre os destinos mais procurados. Marina afirma que escolas internacionais passaram a criar turmas específicas para essa faixa etária, com programação cultural e atividades adaptadas ao grupo.
"Há muitas escolas que notaram este interesse e estão abrindo turmas exclusivas, com programação voltada para esta idade. Assim, o ritmo se torna diferente, adaptado para o aprendizado do idioma, mas também de hobbies e atividades que agradam a essa faixa etária", explica.
O crescimento desse tipo de viagem acompanha discussões sobre envelhecimento ativo e qualidade de vida. Especialistas do setor apontam que atividades ligadas à aprendizagem contínua, convivência social e contato com novos ambientes podem contribuir para o bem-estar emocional e cognitivo.
Para Marina Jendiroba, viver em outro país também favorece a autonomia e a criação de novas relações sociais. "A possibilidade de estar num lugar onde você não conhece as pessoas faz com que você se abra mais, não tenha vergonha de conversar e supere certas amarras", comenta.
A Intercultural afirma que ampliou parcerias com escolas e instituições que oferecem cursos e atividades voltadas a esse público. Segundo Marina, esse perfil de viajante exige suporte diferenciado em todas as etapas da viagem, incluindo orientação pré-embarque, hospedagem e acompanhamento durante o período no exterior.
De acordo com a Pesquisa Selo Belta 2025, divulgada pela BELTA, o segmento segue em expansão, impulsionado pela diversificação dos programas e pelo interesse crescente de diferentes perfis de viajantes.
Para saber mais, basta acessar: https://www.intercultural.com.br/
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