Diferentes técnicas e abordagens têm ampliado as possibilidades de realização do transplante capilar. Segundo a International Society of Hair Restoration Surgery (ISHRS), a extração de unidades foliculares (FUE) está entre os métodos mais utilizados para o procedimento e pode ser realizada com ou sem raspagem dos cabelos, a depender da estratégia adotada para a cirurgia.
Um estudo publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP) mostra que a necessidade de raspar os fios está entre as principais desvantagens apontadas por pacientes submetidos à técnica FUE. Em resposta a essa demanda, foram desenvolvidas abordagens que exigem maior habilidade técnica devido à complexidade da extração entre fios longos.
A Dra. Emille Hajala, médica, tricologista e cirurgiã capilar, pontua que o método se diferencia da técnica tradicional com raspagem por preservar os fios longos durante o procedimento, oferecendo maior discrição no pós-operatório imediato. "A abordagem sem raspagem exige maior precisão cirúrgica e costuma ser indicada para pacientes que desejam um retorno social mais rápido, sem mudanças visuais bruscas".
Segundo a tricologista, no transplante capilar com raspagem, é realizada a tricotomia — remoção dos fios — da área doadora e receptora para otimizar a visualização, extração e implantação das unidades foliculares. O método proporciona maior rendimento cirúrgico, melhor distribuição dos enxertos e redução do tempo operatório.
"A técnica com raspagem pode ser mais eficiente em casos de áreas extensas de calvície ou maior número de enxertos, como em casos de alopecia avançada ou pacientes com necessidade de grande quantidade de folículos", explica a cirurgiã capilar.
A médica reforça que o transplante capilar sem raspagem é mais indicado para pacientes com alopecia inicial ou moderada, com necessidade de menor número de unidades foliculares e desejo de maior discrição no pós-operatório. "Também é bastante recomendado para mulheres e pacientes que não desejam afastamento social ou profissional evidente".
Avaliação técncia individualizada
A Dra. Emille Hajala destaca a importância de uma avaliação individualizada antes da realização do transplante capilar, que, de acordo com ela, permite indicar a melhor estratégia cirúrgica para cada paciente. São avaliados fatores como grau da alopecia, densidade da área doadora, calibre e características dos fios, extensão da área receptora, necessidade de unidades foliculares, além do perfil clínico e expectativa estética do paciente.
"Isso é essencial para otimizar densidade, naturalidade e previsibilidade dos resultados. É relativamente comum o paciente desejar uma técnica específica por questões estéticas ou sociais, mas a avaliação médica apontar outro caminho. A indicação cirúrgica deve ser baseada em critérios médicos. Em muitos casos, a técnica inicialmente desejada pode não oferecer o melhor resultado ou rendimento cirúrgico", ressalta a especialista.
Conforme divulgado pela CNN, pacientes de transplante capilar costumam retomar atividades leves entre um e dois dias após o procedimento, enquanto a recuperação completa ocorre, em média, entre sete e dez dias. Casos de inflamação local e perda temporária de fios nativos são considerados incomuns quando a cirurgia é realizada por equipe especializada e em ambiente adequado.
Para mais informações, basta acessar o site oficial da Dra. Emille Hajala: https://draemillehajala.com/
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