
O Criciúma Esporte Clube pretende comercializar os direitos de nome do estádio Heriberto Hülse, conhecido como Majestoso, em uma negociação que pode render aproximadamente R$ 8 milhões aos cofres do clube. A proposta prevê um contrato de dois anos, com pagamento estimado em R$ 4 milhões anuais, permitindo que uma empresa patrocinadora associe sua marca ao nome do estádio.
A informação foi confirmada pelo presidente do Criciúma, Pedro Paulo Milanez Canella, que revelou que a diretoria trabalha há cerca de um ano na tentativa de encontrar uma empresa interessada em adquirir os chamados naming rights.
Segundo o dirigente, o clube já realizou contatos e apresentou propostas, mas encontrou dificuldades para estabelecer um valor compatível com o mercado. Para aperfeiçoar as negociações, o Criciúma contratou a consultoria Outfield e passou a utilizar ferramentas de medição de retorno publicitário.
Valor pode aumentar com acesso à Série A
A direção carvoeira trabalha com diferentes possibilidades comerciais. Caso o Criciúma conquiste o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, o valor cobrado pelos direitos de nome poderá aumentar devido à maior exposição nacional do clube.
A estratégia é atrair grandes empresas da região ou marcas nacionais que tenham interesse em associar seus nomes ao tradicional estádio.
Mudança precisa passar pelo Conselho Deliberativo
Apesar da intenção da diretoria, a alteração comercial do nome do Heriberto Hülse ainda não está definida.
De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo do Criciúma, Lucas Farias, o estatuto do clube não impede a comercialização dos direitos de nome do estádio. Entretanto, a assinatura de um eventual contrato depende de homologação do Conselho Deliberativo.
Em determinadas condições, como contratos que ultrapassem o mandato da atual diretoria ou envolvam antecipação de receitas, poderão ser necessárias autorizações adicionais.
Estádio não será vendido
É importante destacar que a negociação envolve exclusivamente o direito comercial de utilização do nome. O estádio continuará pertencendo ao Criciúma Esporte Clube.
Na prática, uma empresa poderá pagar para que sua marca faça parte da denominação oficial utilizada comercialmente durante o período contratado.
O clube já iniciou a exploração desse modelo em espaços internos do Majestoso. Em agosto de 2026, o Criciúma assinou um contrato com a Fiat Trentino para a comercialização dos direitos de nome do antigo portão 3.
Tradição e futuro do Majestoso
O estádio Heriberto Hülse representa um dos maiores símbolos da história do futebol de Criciúma e de Santa Catarina. Ao longo de décadas, o Majestoso foi palco de conquistas, decisões e momentos inesquecíveis para a torcida carvoeira.
A possibilidade de uma mudança em sua denominação comercial abre espaço para discussões sobre a importância da tradição e a necessidade de ampliar as receitas do clube.
Por enquanto, não existe contrato anunciado para a venda dos direitos de nome do estádio. A diretoria segue em busca de interessados para transformar o projeto em uma nova fonte de recursos financeiros.
E você, torcedor do Criciúma, concorda com a venda do nome do Heriberto Hülse por R$ 8 milhões ou acredita que o Majestoso deve preservar sua denominação tradicional?