A artrose é a principal causa de dor crônica nas articulações de sustentação do corpo, especialmente quadril e joelho. A projeção global indica que a doença pode atingir cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo até 2050, segundo levantamento do Institute for Health Metrics and Evaluation, da Universidade de Washington, divulgado pela CNN Brasil.
Conhecida como osteoartrite, a artrose provoca desgaste da cartilagem e alterações estruturais da articulação, levando a dor, rigidez e limitação progressiva da mobilidade — sintomas que impactam diretamente atividades básicas como caminhar, subir escadas, sentar-se e levantar.
O Dr. Sandro Sloboda, médico ortopedista com mais de 20 anos de carreira e atuação em Irati (PR), explica que quadril e joelho são as articulações mais frequentemente afetadas por suportarem carga constante ao longo da vida.
"Nas fases iniciais, o tratamento envolve fortalecimento muscular, fisioterapia, controle do peso e medicações. Quando a dor passa a limitar a rotina e as medidas conservadoras deixam de funcionar, a artroplastia se torna uma opção segura e altamente eficaz", afirma.
Cirurgia precisa e recuperação mais rápida
O especialista destaca que a artroplastia de quadril e joelho evoluiu significativamente nas últimas décadas. Próteses mais duráveis, técnicas minimamente invasivas e planejamento digital aumentaram a previsibilidade dos resultados.
"Hoje conseguimos realizar cirurgias menos agressivas, com menor trauma aos tecidos, o que se traduz em menos dor no pós-operatório e recuperação mais rápida", pontua o Dr. Sandro Sloboda.
De acordo com o ortopedista, tecnologias como navegação cirúrgica e robótica permitem um posicionamento mais preciso da prótese. Em teoria, essa maior precisão pode estar associada a melhor função da articulação e maior longevidade do implante. No entanto, embora estudos recentes apontem nessa direção, ainda são necessários acompanhamentos de longo prazo para confirmar se essa vantagem técnica realmente se traduz em melhores resultados clínicos duradouros.
"Uma prótese bem indicada e corretamente implantada pode acompanhar o paciente por décadas, permitindo vida ativa, caminhar sem dor e retomar atividades que haviam sido abandonadas", acrescenta.
Músculo: peça central no resultado
Além da articulação, o músculo tem papel fundamental na evolução da artrose e na recuperação cirúrgica. A sarcopenia — perda progressiva da massa e da força muscular — é comum no envelhecimento e pode piorar a dor e a incapacidade.
Dados da National Library of Medicine indicam que a condição afeta entre 10% e 16% dos idosos e está associada a maior risco de complicações, quedas e recuperação mais lenta.
Segundo o Dr. Sandro Sloboda, "músculos fortes exercem papel fundamental na proteção do quadril e do joelho. A preparação pré-operatória, com fortalecimento muscular, orientação nutricional adequada e, em casos selecionados, o uso de terapias hormonais com efeito anabólico, está associada à melhora dos desfechos cirúrgicos e à aceleração do processo de reabilitação".
Qualidade óssea também é importante
O ortopedista ressalta que, outro fator decisivo é a qualidade do osso. A avaliação da massa óssea influencia a escolha da técnica e do implante, além de impactar diretamente a durabilidade da prótese. "Quando identificamos fragilidade óssea, podemos tratar previamente e adaptar a estratégia cirúrgica, o que aumenta a segurança e os resultados a longo prazo", detalha.
Preservar independência é o principal objetivo
O médico reforça que a cirurgia é uma solução segura e eficaz para pacientes que sofrem com dor e limitação funcional causadas pela artrose avançada. "Para pacientes com artrose avançada de quadril e joelho, a artroplastia frequentemente representa o momento de retomada da autonomia e vai além do alívio da dor".
"Ela permite voltar a caminhar, viajar, dormir melhor e manter vida social ativa. Em muitos casos, evita isolamento e declínio funcional", completa.
Com o envelhecimento da população, a ortopedia passa a ter papel central no conceito de envelhecer bem — focando não apenas na articulação, mas na funcionalidade global.
"Esse é, sem dúvida, um dos grandes papéis da ortopedia moderna: ajudar as pessoas a viverem mais e, principalmente, melhor. O grande avanço não foi apenas na técnica cirúrgica em si, mas em todo o conjunto que envolve o tratamento: implantes modernos e duráveis, planejamento extremamente preciso, técnicas menos invasivas e protocolos de recuperação mais rápidos. Esse cuidado permite que o paciente volte a caminhar, viajar, dormir melhor e manter vida social ativa. Em muitos casos, evita o isolamento e o desgaste emocional que pode acompanhar as limitações físicas", conclui o Dr. Sandro Sloboda.
Para mais informações sobre o Dr. Sandro Sloboda, basta acessar site oficial do ortopedista: http://drsandrosloboda.com.br/
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