Foto: Marco Favero / Arquivo /SECOM
Com produção em alta, preços favoráveis e forte peso nas exportações, o agronegócio catarinense viveu um ano histórico em 2025. O desempenho do setor é detalhado no boletim técnico Desempenho da Agropecuária e do Agronegócio de Santa Catarina, publicado este mês pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri(Cepa). O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões em 2025, crescimento de 15,1% em relação ao ano anterior. O resultado reflete a combinação de aumento de preços, que avançaram 6,3%, e de maior volume produzido, com alta de 9,5%.
“Esse número mostra a força do agro em Santa Catarina. Uma produção não só em quantidade, mas em qualidade, que chega nos mercados mais exigentes do mundo. O setor é um dos motores da nossa economia e temos feito nosso dever de casa, com os nosso programas, incentivando a produção e auxiliando aqueles produtores que tiveram perdas”, disse o governador Jorginho Mello.

Segundo o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, Luiz Toresan, a alta do desempenho foi impulsionada principalmente por milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos. “A produção ocorreu de forma satisfatória, favorecida pelo clima, e os preços, de modo geral, também foram positivos”, avalia.
Além do mercado interno, o agro manteve protagonismo no comércio exterior, mesmo com um cenário desfavorável. Em 2025, o setor respondeu por mais de 65% das exportações catarinenses, com vendas externas que somaram US$ 7,9 bilhões, alta de 5,8% frente a 2024.

Volatilidade de preços redefine a renda no campo
Já a viabilidade financeira da atividade para o produtor rural, o cenário foi marcado pela instabilidade dos preços. De acordo com dados divulgados pelo Centro de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural (Cepa), no período pós-pandemia, entre 2021 e 2025, a volatilidade do mercado passou a pesar mais sobre a renda do produtor do que as variações climáticas. Em quase todas as culturas analisadas, a oscilação de preços superou a de produtividade, com destaque para arroz, cebola e alho.
De acordo com Luis Augusto Araujo, há diferenças importantes entre as safras. “As culturas de verão oferecem maior estabilidade e retorno sobre o capital investido, enquanto as de inverno podem gerar margens elevadas por hectare, mas com maior risco e exigência de capital. Em alguns casos, como o alho, a margem bruta pode ultrapassar R$ 70 mil por hectare”, destaca o analista da Epagri/Cepa .
Outro ponto central do boletim é o conceito de ponto de nivelamento, indicador que define o limite mínimo de preço e produtividade para viabilidade econômica. Culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola trabalham em patamares mais estreitos, aumentando a exposição a perdas em anos adversos.
Acesse o estudo completo
O boletim técnico Desempenho da agropecuária e do agronegócio de Santa Catarina, com dados consolidados de 2025, está disponível para consulta e download gratuito no Observatório Agro Catarinense. A análise detalhada dos resultados pode ser conferida na entrevista exclusiva com os analistas da Epagri/Cepa, Luiz Toresan e Luis Augusto Araujo, disponível no vídeo abaixo .
Por: Cristiele Deckert, jornalista bolsista Fapesc Epagri/Cepa, cristieledeckert@epagri.sc.gov.br
Mais informações e entrevistas: Luiz Toresan, analista reponsável pela publicação, (48) 3665-5083, toresan@epagri.sc.gov.br
Informações para a imprensa: Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri, (48) 3665-5407/99661-6596
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