O empate em Ponta Grossa reforçou um diagnóstico que começa a preocupar o torcedor carvoeiro: o Criciúma entrou na fase da “empatite” dentro da Série B. Já são quatro empates consecutivos, em uma sequência que vem custando posições e confiança ao time de Eduardo Baptista.
Ao revisitar os confrontos diante de Cuiabá e Juventude, a expectativa natural era conquistar quatro pontos em seis possíveis. Porém, o Tigre somou apenas dois. Depois veio o empate em casa contra o Atlético-GO e agora o 1 a 1 no Paraná. Resultado que só ganhará valor se o Criciúma vencer o clássico diante do Avaí no próximo sábado. Caso contrário, serão apenas cinco pontos conquistados em quinze disputados — retrospecto perigoso para quem sonha em brigar na parte de cima da tabela.
Eduardo Baptista afirmou recentemente que o Criciúma precisa “se recriar” dentro da competição. Concordo. E penso que o treinador também precisa encontrar novos caminhos. O time parece previsível, sem variações e com pouca capacidade de reação durante os jogos.
Existe uma máxima no futebol: empate fora de casa é bom resultado quando confirmado com vitória na rodada seguinte. O problema é que o Criciúma vem tropeçando justamente quando joga diante do seu torcedor. E isso transforma empates razoáveis em resultados frustrantes.
A equipe sofre ofensivamente. Falta criatividade, agressividade e principalmente rendimento dos jogadores que deveriam decidir. Talvez tenha chegado a hora de pensar em mudanças mais profundas, inclusive no esquema tático. Hoje, a sensação é de que o time possui apenas um roteiro de jogo. E quando ele não funciona, falta um plano B.
Individualmente, algumas peças importantes estão muito abaixo das expectativas. Casos de Felipe Mateus, Vaguinho e J. Robert, atletas que possuem qualidade, mas ainda não conseguiram entregar o futebol esperado nesta Série B.
Naturalmente, o desempenho coletivo acaba sendo comprometido. O torcedor percebe isso e já começa a manifestar irritação nas redes sociais. Claro que uma vitória no clássico em Florianópolis pode devolver tranquilidade ao ambiente. Mas qualquer outro resultado ligará definitivamente o sinal de alerta no Heriberto Hülse.
Diante do Avaí, não existe outro cenário para o Criciúma além da vitória. O adversário também atravessa um momento complicado e vem despencando na tabela. Mas isso não significa facilidade.
Até porque o futebol apresentado pelo Tigre ainda está longe de convencer. E como o Criciúma, historicamente, costuma “ressuscitar” adversários em crise, fica o temor do torcedor para o clássico deste sábado.
O último sábado também marcou um momento histórico e emocionante para o futebol regional. O estádio Diomício Freitas, casa do Caiçara, viveu sua despedida oficial.
Tive o privilégio de narrar o jogo festivo do master do Caiçara contra o Maracajá, a convite do jornalista Lucas Lemos, do Canal Içara. O clube vendeu a área do estádio para um grupo de investimentos e buscará um novo espaço para construir sua futura casa.
A tarde foi marcada pela nostalgia. Nomes como Mazinho, Lédio, Negão, Juninho e Ivam participaram da despedida, além das homenagens ao saudoso Arilton Fernandes. Em breve, o velho Diomício Freitas será apenas lembrança na memória do futebol regional.
Faltam apenas 16 dias para a Copa do Mundo.
Saúde, sorte e até a próxima.
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