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Investimento em saneamento evita milhares de internações de mulheres no Paraná

Enquanto o Brasil registrou 73 mil internações de mulheres por doenças de veiculação hídrica em 2025, o Paraná respondeu por apenas 3.650 casos (5...

06/03/2026 18h48
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
Foto: Maurilio Cheli
Foto: Maurilio Cheli

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher (dia 8), o Paraná apresenta dados que confirmam o impacto direto do saneamento básico na saúde e na qualidade de vida da população feminina. Enquanto o Brasil registrou 73 mil internações de mulheres por doenças de veiculação hídrica em 2025, o Paraná respondeu por apenas 3.650 casos (5% do total nacional). Os dados, consolidados pelo Datasus, do Ministério da Saúde, revelam que os investimentos da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) atuam como uma barreira sanitária estratégica.

Na prática, a cada 100 mulheres internadas no país por doenças como diarreia e infecções intestinais, apenas cinco vivem no Paraná. Esse cenário é reflexo de um investimento contínuo: a Sanepar atingiu 100% de cobertura de água tratada e alcançou, em 2025, a marca de 82,4% de atendimento em rede de esgoto — com o diferencial de que todo o esgoto coletado pela Companhia recebe tratamento integral.

Para gestora de educação socioambiental da Sanepar e especialista em saúde coletiva, Luciana Garcia, o saneamento é uma ferramenta de combate à pobreza e de promoção da igualdade de gênero. "Mulheres negras, de periferia e em situação de vulnerabilidade são as mais atingidas pela falta de estrutura. Quando melhoramos o acesso ao saneamento, asseguramos que essas mulheres e meninas tenham saúde e oportunidades reais de desenvolvimento", afirma Luciana.

SAÚDE FEMININA- Pesquisa feita pelo Instituto Trata Brasil (2022) aponta que o acesso pleno aos serviços de água e esgoto pode reduzir em 63,4% a incidência de doenças ginecológicas na população feminina entre 12 e 55 anos. "A água tratada 24 horas por dia permite uma higiene íntima adequada, reduzindo infecções. Além disso, garante a dignidade menstrual: meninas com acesso à água faltam menos à escola e evitam o constrangimento de não poder realizar sua higiene básica", explica a presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto.

O impacto também é socioeconômico. “Historicamente, a sobrecarga do cuidado familiar recai sobre a mulher. Quando um filho adoece por falta de saneamento, é a mãe quem, muitas vezes, precisa faltar ao trabalho ou interromper os estudos”, diz Luana.

UNIVERSALIZAÇÃO- O Marco Legal do Saneamento estabeleceu o prazo de 31 de dezembro de 2033 para que os estados alcancem 99% de cobertura de água potável e 90% de coleta e tratamento de esgoto. No entanto, a Sanepar trabalha com um cronograma diferente. Enquanto o restante do país busca se organizar para a próxima década, a Sanepar pretende atingir a totalidade da cobertura até 2030.