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Farmácias e academias começam a fechar as portas na região de Criciúma: excesso de concorrência, custos e incertezas preocupam empresários

Empresários apontam saturação do mercado, aumento dos custos operacionais e possíveis impactos das mudanças trabalhistas como fatores que pressionam os negócios.

09/06/2026 12h59
Por: Redação Fonte: Redação
Farmácias e academias começam a fechar as portas na região de Criciúma: excesso de concorrência, custos e incertezas preocupam empresários

Nos últimos meses, moradores de Criciúma e cidades da região Sul de Santa Catarina têm percebido uma situação cada vez mais frequente: farmácias e academias encerrando atividades ou colocando seus pontos comerciais à venda.

Embora não exista um levantamento oficial específico para a região, especialistas do setor afirmam que o fenômeno pode estar ligado a uma combinação de fatores econômicos e estruturais. Entre eles estão o crescimento acelerado da concorrência, o aumento dos custos operacionais, a redução das margens de lucro e as incertezas sobre futuras mudanças nas relações de trabalho.

No setor farmacêutico, os números nacionais já acendem um alerta. Dados divulgados por entidades do varejo apontam que, em 2025, mais farmácias independentes fecharam do que abriram no Brasil. Foram 6.555 unidades encerradas contra 5.459 inaugurações, resultando em saldo negativo de 1.096 estabelecimentos.

Segundo especialistas, o mercado ficou mais competitivo e exige investimentos cada vez maiores em tecnologia, delivery, estoque e marketing digital. Enquanto grandes redes ampliam sua presença, muitas empresas menores encontram dificuldades para manter a rentabilidade.

Academias também enfrentam cenário desafiador

No segmento fitness, empresários da região relatam que a quantidade de academias cresceu significativamente nos últimos anos. A expansão trouxe mais opções para os consumidores, mas também aumentou a disputa por alunos.

Além dos custos com aluguel, energia elétrica, equipamentos, folha de pagamento e tributos, muitas academias enfrentam dificuldades para manter mensalidades competitivas diante da grande oferta disponível no mercado.

Para alguns empresários, o cenário atual reflete uma "seleção natural" dos negócios, onde apenas empresas com diferenciais claros e gestão eficiente conseguem se manter.

Debate sobre escala 6x1 gera preocupação

Outro tema que vem sendo acompanhado pelo setor empresarial é a discussão nacional sobre possíveis mudanças na jornada de trabalho. Embora nenhuma alteração definitiva tenha sido implementada até o momento, propostas que reduzem a jornada semanal e modificam a tradicional escala 6x1 já estão sendo debatidas em Brasília.

Representantes do varejo argumentam que uma eventual redução da jornada poderá elevar custos trabalhistas, exigindo a contratação de mais funcionários para manter horários de funcionamento, especialmente em farmácias e estabelecimentos que operam durante fins de semana e feriados.

Por outro lado, defensores da mudança afirmam que jornadas mais equilibradas podem melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e aumentar a produtividade.

Mercado em transformação

Economistas destacam que ainda é cedo para atribuir os fechamentos exclusivamente aos debates sobre a escala 6x1 ou à carga tributária federal. A avaliação predominante é que o principal fator continua sendo a forte concorrência e a necessidade de adaptação a um mercado cada vez mais profissionalizado.

Enquanto isso, em Criciúma e região, o movimento de abertura e fechamento de farmácias e academias segue chamando a atenção da população e dos empresários, refletindo as mudanças que estão ocorrendo em diversos setores da economia brasileira.

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