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Segurança hídrica entra na agenda de investimentos

A segurança hídrica no Brasil depende cada vez mais de planejamento e investimentos em infraestrutura. Diante de eventos climáticos extremos e do a...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
17/08/2026 às 20h10
Segurança hídrica entra na agenda de investimentos
Divulgação/Fortmetal

O Brasil concentra uma das maiores disponibilidades de água doce do planeta. Ainda assim, eventos climáticos extremos, estiagens prolongadas, crescimento urbano e aumento da demanda industrial têm colocado a segurança hídrica entre os principais desafios para os próximos anos. O próprio Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH), elaborado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), reforça que garantir água em quantidade e qualidade suficientes depende de planejamento e investimentos contínuos em infraestrutura.

Na avaliação de Igor Evangelista dos Santos, engenheiro mecânico da Fortmetal, o debate sobre segurança hídrica ainda está muito concentrado na disponibilidade dos recursos naturais, quando deveria envolver também a capacidade de armazenamento e gestão da água.

"Não basta chover. É preciso que exista infraestrutura para captar, armazenar e disponibilizar essa água quando ela realmente for necessária. A segurança hídrica começa muito antes de faltar água nas torneiras."

Segundo ele, empresas, hospitais, condomínios, centros logísticos e indústrias vêm percebendo que depender exclusivamente do abastecimento público representa um risco operacional crescente. Em muitos casos, um sistema de reservação corretamente dimensionado deixa de ser apenas uma exigência normativa e passa a integrar o planejamento estratégico do empreendimento.

Especializada há mais de 25 anos em soluções para armazenamento de água, a Fortmetal acompanha de perto essa mudança de comportamento do mercado. A empresa observa um aumento na busca por projetos que priorizam não apenas capacidade de armazenamento, mas também durabilidade, facilidade de manutenção e confiabilidade estrutural, fatores essenciais para garantir o abastecimento ao longo da vida útil do sistema.

De acordo com Igor, um erro comum é tratar o reservatório como um simples equipamento.

"Um reservatório é uma estrutura de engenharia. Seu desempenho depende de projeto, especificação de materiais, fabricação, montagem e manutenção. Quando qualquer uma dessas etapas é negligenciada, o risco deixa de ser apenas financeiro e passa a afetar a segurança do abastecimento."

A discussão ganha relevância em um momento em que órgãos públicos ampliam o debate sobre resiliência hídrica. O Índice de Segurança Hídrica desenvolvido pela ANA demonstra que diferentes regiões brasileiras apresentam níveis distintos de vulnerabilidade, exigindo soluções adaptadas às características locais e investimentos estruturantes para reduzir riscos de escassez e aumentar a capacidade de resposta diante de eventos climáticos extremos.

Para a Fortmetal, a segurança hídrica deve ser encarada como um investimento em continuidade operacional. Empreendimentos que planejam adequadamente seus sistemas de armazenamento conseguem reduzir impactos provocados por interrupções no abastecimento, além de aumentar a confiabilidade de suas operações.

"A água será um dos ativos mais estratégicos das próximas décadas. Quem investir hoje em infraestrutura estará mais preparado para enfrentar os desafios climáticos e operacionais do futuro", conclui Igor.

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