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Justiça condena mulher a pagar R$ 35 mil por ofensas à filha de Zezé Di Camargo e Graciele Lacerda

Mulher fez comentários ofensivos sobre a aparência da criança e questionou a paternidade do cantor nas redes sociais. Decisão ainda cabe recurso.

Por: Redação Fonte: Redações
01/11/2026 às 23h44
Justiça condena mulher a pagar R$ 35 mil por ofensas à filha de Zezé Di Camargo e Graciele Lacerda

A Justiça de São Paulo condenou uma mulher ao pagamento de R$ 35 mil por danos morais após ataques contra Clara, filha do cantor sertanejo Zezé Di Camargo e da influenciadora Graciele Lacerda. A decisão foi proferida pela 3ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo e assinada no dia 10 de outubro de 2026.

Segundo o processo, a mulher publicou três comentários ofensivos em fotografias compartilhadas por Graciele no Instagram, entre janeiro e março deste ano. Nas mensagens, ela ridicularizou a aparência da criança, de apenas um ano, e chegou a questionar publicamente se Zezé Di Camargo seria realmente o pai da menina.

Durante o processo, a mulher alegou que não se lembrava de ter feito as publicações e afirmou que costumava emprestar seu aparelho celular a outras pessoas. Também argumentou que, por serem figuras públicas, os pais estariam sujeitos a uma maior exposição.

Os argumentos foram rejeitados pela juíza Ana Laura Correa Rodrigues, que considerou que os comentários ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e atingiram a dignidade da criança e a honra dos pais.

Indenização de R$ 35 mil

A sentença determinou o pagamento de R$ 15 mil à pequena Clara, R$ 10 mil à mãe, Graciele Lacerda, e outros R$ 10 mil ao cantor Zezé Di Camargo. Os valores ainda deverão receber correção monetária e juros.

A magistrada também ressaltou que apagar os comentários posteriormente não elimina a responsabilidade pelas ofensas, já que as mensagens ficaram disponíveis publicamente nas redes sociais.

Caso também tem desdobramento criminal

Além da condenação na esfera cível, os mesmos comentários motivaram um processo criminal. Segundo a defesa da família, a mulher não compareceu a uma audiência relacionada ao caso.

Graciele comemorou a decisão judicial e destacou a importância de responsabilizar pessoas que utilizam as redes sociais para atacar sua família.

A sentença ainda pode ser contestada por meio de recurso e, portanto, não representa uma condenação definitiva.

O caso reacende a discussão sobre os limites da liberdade de expressão na internet e a proteção de crianças contra ataques e comentários ofensivos nas redes sociais.

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