A alta no preço da gasolina e a pouca percepção de queda nos postos de Criciúma voltaram a gerar forte reação da população, que pede mais agilidade do Procon na fiscalização e na apuração de possíveis distorções nos valores cobrados ao consumidor. Nos últimos dias, o tema ganhou força também no debate público, com cobrança formal para que o órgão informe quais medidas vêm sendo adotadas na cidade.
A pressão aumentou após reportagens da região destacarem que reduções anunciadas anteriormente no preço da gasolina não teriam sido percebidas de forma proporcional pelo consumidor final em Criciúma. Segundo levantamento publicado pelo Engeplus no fim de janeiro de 2026, mesmo após redução anunciada pela Petrobras de R$ 0,14 por litro para as distribuidoras, o preço médio da gasolina comum seguia em patamar elevado no município.
A discussão chegou à Câmara de Vereadores de Criciúma, onde foi apresentado requerimento cobrando esclarecimentos ao Procon sobre eventual procedimento administrativo para verificar se as reduções anunciadas estavam sendo efetivamente repassadas nas bombas. A cobrança pública reforçou o sentimento de insatisfação de consumidores, que relatam dificuldade para entender por que a queda nas refinarias demora a aparecer no bolso de quem abastece.
Em uma das manifestações repercutidas pela imprensa regional, foi destacado que, somadas reduções ocorridas entre 2025 e 2026, haveria margem para uma redução mais visível ao consumidor, mesmo com impacto do ICMS. O ponto central da reclamação é que, quando há aumento de custos, o reajuste costuma chegar rapidamente às bombas, mas, quando há redução, o repasse seria mais lento.
Diante desse cenário, cresce a cobrança para que o Procon atue com mais rapidez, amplie as fiscalizações e torne públicas as informações sobre eventuais investigações e notificações. O Procon de Santa Catarina mantém canais oficiais para reclamações e denúncias dos consumidores, o que pode reforçar a pressão por providências mais imediatas no caso de Criciúma.
Na prática, a reivindicação da população é simples: transparência, fiscalização e resposta rápida. Em um momento em que o combustível pesa diretamente no orçamento das famílias e no custo do transporte, a cobrança por atuação firme do Procon deixa de ser apenas uma demanda administrativa e passa a ser tratada como uma necessidade urgente do consumidor criciumense.
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