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Plano de Transição Energética Justa: SEMAE recebe representantes de sindicatos de mineração da região Sul

Fotos: Divulgação/SemaeO secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Cleiton Fossá, recebeu na tarde desta quarta-feira (25/03) repr...

25/03/2026 19h46
Por: Redação Fonte: Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC
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Fotos: Divulgação/Semae

O secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Cleiton Fossá, recebeu na tarde desta quarta-feira (25/03) representantes de entidades ligadas ao setor de mineração para tratar dos avanços do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina e seus impactos socioeconômicos, especialmente na região Sul do estado.

Durante a reunião, os representantes das entidades buscaram aprofundar informações sobre o andamento do estudo e as próximas etapas da construção do plano. Um dos principais pontos levantados foi a preocupação com os impactos da transição energética no futuro dos empregos diretos e indiretos ligados à cadeia produtiva da mineração, atividade historicamente relevante para a economia do Sul catarinense.

“Nós, da SEMAE, estaremos sempre de portas abertas para ouvir a todos durante essa importante fase do processo de elaboração do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina. Essa escuta atenta é essencial para que possamos promover uma transição justa, de fato, que contemple a realidade socioeconômica local”, destacou o secretário do Meio Ambiente e da Economia Verde, Cleiton Fossá.

O diálogo reforçou a importância de garantir que o processo de transição para uma economia de baixo carbono ocorra de forma planejada e responsável, com atenção especial à manutenção de renda, à qualificação profissional e à criação de novas oportunidades de trabalho para os trabalhadores afetados.

“Esse foi um momento importante de escuta e alinhamento com as entidades que representam os trabalhadores, especialmente de um setor tão estratégico para o Sul do estado. O Plano de Transição Energética Justa está sendo conduzido de forma participativa, com diálogo aberto e transparente. Esse processo não se encerra aqui, ele tem continuidade em outras regiões de Santa Catarina e também em novos encontros no Sul, justamente para garantir que todas as realidades sejam consideradas e que a transição aconteça de forma responsável e inclusiva“, pontua o secretário adjunto da pasta, Guilherme Dallacosta.

Participaram do encontro representantes do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis e Região (SINERGIA/SC), da Federação Interestadual dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Carvão dos Estados do Paraná (FITIEC) do Paraná Rio Grande do Sul e Santa Catarina, Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU) e Sindicato dos Mineiros de Siderópolis, Cocal do Sul e Treviso. Também estiveram presentes o secretário adjunto da pasta, Guilherme Dallacosta, a diretora de Clima, Energia e Transição Energética, Mariane Murakami, a gerente da área, Cristiane Casini Bitencourt, além da pesquisadora Fernanda Cristina Valente, da Fundação Getulio Vargas (FGV), instituição responsável pelo estudo técnico do plano.

Foto: Reprodução/Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC

Transição Energética em Santa Catarina

Santa Catarina é o primeiro estado brasileiro a instituir uma Lei de Transição Energética Justa. A iniciativa integra o Programa Santa Catarina 2050 e prevê a realização de um estudo econômico e social para orientar a descarbonização da matriz energética estadual.

A pesquisa aplicada, em desenvolvimento pela FGV, tem como objetivo diagnosticar o perfil atual da matriz energética catarinense, identificar desafios e propor alternativas para a redução das emissões de carbono nos diferentes setores da economia. O estudo também irá avaliar oportunidades de desenvolvimento regional com base em soluções energéticas sustentáveis.

O plano servirá como base para a formulação de políticas públicas permanentes, com foco em uma transição que seja ambientalmente sustentável, economicamente viável e socialmente inclusiva.

Com investimento de R$ 3,5 milhões por parte do Governo do Estado, a iniciativa busca antecipar cenários, reduzir impactos sociais e garantir que trabalhadores e regiões diretamente afetadas, como as áreas mineradoras, sejam protagonistas nesse novo ciclo de desenvolvimento.