Foto: Leo Munhoz / SecomGOVSC
Lançado no final de 2024, o Programa de Incentivo ao Esporte (PIE) vem tirando sonhos e projetos do papel e tornando possível o acesso a diversas atividades por parte de crianças e jovens de Santa Catarina. Pensado para fomentar associações, federações, clubes, ligas e municípios, o projeto tem orçamento de R$136 milhões e é gerido pela Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte).
São diversas as modalidades contempladas e as formas de oferecer esporte à população por intermédio do programa.
“O PIE é um sucesso porque dá a chance pra jovens e crianças praticarem atividades esportivas. Também incentiva que o catarinense tenha uma vida mais saudável. Isso é uma forma de tirar os mais novos de caminhos errados, de tirar da tela do celular, e estimular o surgimento de futuros campeões no esporte e na vida”, resumiu o governador Jorginho Mello.

Na cidade de Itapema, por exemplo, o projeto Ciclismo nas Escolas leva a experiência do pedal para a criançada de cinco escolas do município. O dinheiro do programa permitiu a compra de equipamentos como as bicicletas, os rolos onde elas são conectadas para facilitar o pedal parado no lugar, além de um tablet que simula os trechos percorridos durante os exercícios. O repasse também custeia o salário dos professores.
“A gente conseguiu adquirir equipamentos de ponta, que é onde as crianças podem conhecer o ciclismo, praticar o ciclismo durante a educação física, e quem sabe, com o tempo, a gente conseguir atletas para a equipe que possa representar a escola, Itapema e a associação em competições. Em média 70 crianças estão sendo atendidas por dia em cada escola”, explicou o coordenador do projeto Ciclismo nas Escolas, Márcio João Serpa.

Os alunos do projeto têm entre 11 e 17 anos. Quando chega a hora da aula de educação física eles podem escolher que modalidade fazer no dia. Entre os tradicionais futebol e vôlei, agora podem escolher o ciclismo. É o caso do estudante João Lucas Carvalho, de 13 anos. “Eu fiquei, na verdade, ansioso e feliz, porque eu nunca pratiquei alguma coisa tão legal e boa como essa”, disse o garoto depois de mais uma aula
O instrutor de ciclismo João Antonio Piazzon explica que o sistema utilizado simula uma prova de verdade, com trechos mais difíceis e que demandam a utilização das marchas da bicicleta e da técnica ensinada na aula. “Quando ela sai na rua, já está praticamente adaptada”, garante.

Do outro lado do Litoral catarinense, em Balneário Rincão, também tem projeto sendo feito com o Programa de Incentivo ao Esporte. Por lá, a molecada aprende a pegar onda nas aulas de surf, que também fazem o papel de inclusão com crianças com síndrome do espectro autista ou síndrome do cromossomo 21.
Estamos falando do Ondas da Inclusão, projeto gerido pela Associação de Surf de Balneário Rincão (ASBR). Com o apoio do Governo do Estado, eles compraram pranchas, roupas de surfar e camisetas para os alunos que têm entre 5 e 15 anos.

“É um sonho que a gente tá podendo realizar agora nesse momento. Faz muito tempo que a gente tem esses projetos sociais aqui no Balneário Rincão com escolinha de Surf. Porém, a dificuldade maior que a gente sempre teve era pegar recursos ou patrocínios. Então, com esse apoio do PIE, foi um grande sonho realizado”, comemora um dos professores do projeto, Danilo Lopes
E o projeto não para nem durante o inverno ou em dias chuvosos. A ASBR adapta os treinos e nenhum estudante tem desculpa pra ficar em casa.
“Nós trazemso todos os fundamentos do esporte, com aulas práticas e teóricas e nós temos um local fechado, onde a gente trabalha a parte teórica do surf e do stand-up Padel. O esporte, como surf ou stand-up, começa em terra, começa na areia, começa na sala trabalhando também essa parte teórica que é muito importante” relata o vice-presidente da ASBR, Daniel Marques.

Atualmente, cada turma tem entre 15 e 20 alunos. Crianças como a Mariana Vieira Bender, de 11 anos, que desde fevereiro mergulhou nas aulas e em pouco tempo já conseguiu ficar em pé na prancha. Quem assiste a cada evolução cheia de alegria é a mãe da pequena surfista, a auxiliar de produção Veruska Vieira.
“É muito bom para essa geração sair das telas, praticar esportes, se desenvolver, criar amizades, criar amigos. A gente fica muito feliz com os nossos filhos, pra eles terem a oportunidade de participar de projetos sociais do governo, assim, de graça, de poder usufruir de tudo isso”, avalia.
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