Tudo começou quando Isabelle Mendes Sabino tinha apenas 12 anos. Em busca de um novo hobby, a jovem içarense decidiu participar das aulas de karatê oferecidas gratuitamente por um projeto social dentro da escola. O que parecia apenas uma atividade para ocupar o tempo livre logo se transformou em uma paixão e, poucos anos depois, em uma trajetória de destaque no esporte brasileiro.
Hoje, aos 16 anos, Isabelle é tricampeã brasileira, tricampeã estadual e integra a Seleção Brasileira de Karatê pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, conquistou a medalha de bronze no Campeonato Pan-Americano, disputado no Paraguai. Neste ano, voltou a vestir a camisa da Seleção Brasileira, conquistou mais uma medalha de bronze no Campeonato Sul-Americano, realizado em Cartagena das Índias, na Colômbia, e garantiu vaga para representar o Brasil no Campeonato Pan Americano, que acontece em agosto, em San José, na Costa Rica.
“Depois da primeira aula, percebi que era exatamente aquilo que eu estava procurando. Mesmo sem saber nenhum golpe e com muita vergonha, continuei treinando. Aos poucos fui me dedicando cada vez mais, treinava na escola e também em casa. O que era um passatempo acabou se tornando um sonho”, relembrou.
Os resultados começaram a aparecer logo nas primeiras competições. Vieram as medalhas, o incentivo da família e o convite para integrar o dojo de alto rendimento. A partir daí, Isa passou a disputar campeonatos estaduais e nacionais até alcançar um dos maiores objetivos da carreira: vestir a camisa da Seleção Brasileira.
“Conquistar meu primeiro título brasileiro mudou completamente a minha trajetória. Representar o Brasil em competições internacionais sempre foi um sonho”, complementou.
O desafio vai além do tatame - Apesar das conquistas, a atleta afirma que o maior desafio muitas vezes acontece antes mesmo de entrar em competição. Custos com passagens aéreas, hospedagem, alimentação, inscrições e equipamentos fazem parte da rotina de quem disputa campeonatos de alto rendimento e, em muitos casos, acabam impedindo atletas de participarem de competições importantes.
“Uma das maiores dificuldades do atleta é conseguir arcar com os custos das competições. Muitas vezes deixamos de participar por falta de recursos. Além da dedicação aos treinos, aos estudos e ao preparo psicológico, existe uma preocupação constante com todas as despesas que o esporte exige”.
Para Isabelle, o apoio da iniciativa privada é um fator decisivo para que atletas consigam permanecer no esporte e continuar evoluindo. “O incentivo das empresas muda completamente a realidade de um atleta. Quando recebemos esse apoio, conseguimos competir com mais tranquilidade, investir na nossa preparação e seguir acreditando no nosso sonho”, destaca.
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