As cirurgias digestivas, tradicionalmente realizadas por técnicas convencionais, têm passado por avanços tecnológicos na medicina que ampliam as abordagens desses procedimentos, com a adoção da videolaparoscopia em intervenções como as de vesícula biliar, hérnias, refluxo gastroesofágico e cirurgia bariátrica.
A técnica minimamente invasiva, realizada por meio de mini-incisões de 0,5 a 1,2 centímetros, por onde são inseridas cânulas e uma câmera de vídeo, apresenta menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida, alta hospitalar antecipada, redução dos riscos de complicações e melhor resultado cicatricial.
O Dr. Tairo Rocha, cirurgião geral e do aparelho digestivo, defende que os principais benefícios da abordagem videolaparoscópica são a diminuição expressiva da necessidade de medicamentos potentes no pós-operatório e a ativação, de forma mais leve, da resposta metabólica ao trauma.
"Medicamentos esses que poderão causar náuseas, alteração do apetite, diminuição dos hábitos intestinais, mal-estar geral. Além disso, o fato de ser minimamente invasiva está diretamente ligado a como o corpo responderá ao trauma cirúrgico. Quanto maiores as incisões, maior a inflamação e mais tempo para o corpo retornar ao habitual".
O médico reforça que o termo "minimamente invasiva" traduz tudo o que a videolaparoscopia proporciona. "Externamente são incisões menores, mas com um grande alcance interno, com as vantagens de permitir que o paciente cicatrize muito mais rápido e retorne às suas atividades com menor tempo de repouso".
De acordo com o cirurgião, em casos de hérnias abdominais, a correção por via laparoscópica também tem vantagens estéticas em comparação com as técnicas convencionais. "Trocar uma cicatriz de 15 centímetros por três furinhos é infinitamente melhor. A dor na cirurgia laparoscópica também é disparadamente muito menor que na técnica convencional".
Segundo o especialista, em termos de afastamento das atividades cotidianas, também há superioridade nos resultados. Uma hérnia operada por via convencional pode deixar o paciente até 60 dias incapaz de realizar as atividades do dia a dia. Já no método laparoscópico, em 15 dias o paciente pode retornar a todas as suas atividades, como academia, corrida, viagens e dirigir longas distâncias.
Cuidados pré e pós-operatório
O Dr. Tairo Rocha esclarece que, em relação ao preparo para a cirurgia, não há muitas diferenças entre as técnicas convencional e laparoscópica. Segundo ele, são necessários exames, ficar em jejum e seguir as orientações médicas. A principal diferença está na recuperação.
Enquanto na cirurgia aberta pode haver mais tempo de internação, a dor é um pouco maior e a recuperação mais lenta, na videolaparoscopia o tempo de internação geralmente é menor e a dor costuma ser menor. "O paciente também volta a se alimentar mais cedo, e a recuperação e o retorno às atividades são mais rápidos".
O cirurgião ressalta que, como a cirurgia por videolaparoscopia usa cortes pequenos, o corpo ‘sofre menos’, e, por isso, a recuperação costuma ser mais tranquila. Ele observa ainda que, nos primeiros dias após a cirurgia, o paciente irá sentir um leve desconforto, às vezes um pouco de dor e um certo inchaço na barriga, o que é normal. Mas já poderá se levantar, andar e retomar a rotina aos poucos.
"Na primeira semana, a dor já melhorará bastante, o paciente começará a se sentir mais disposto e retomará as atividades do dia a dia. Depois disso, a maioria das pessoas volta ao trabalho mais rápido (dependendo do tipo de trabalho, claro) e os exercícios físicos vão sendo liberados aos poucos. Ou seja, a recuperação costuma ser mais rápida, com menos dor e mais conforto".
O especialista alerta que algumas contraindicações para o uso da videolaparoscopia em cirurgias digestivas podem surgir a partir de cirurgias anteriores, principalmente as convencionais, que trazem mais aderências e, por isso, podem criar dificuldade à realização da via minimamente invasiva.
"Algumas condições próprias do paciente também podem impedir a realização dessa técnica. Uma delas é a contraindicação de ser anestesiado por via geral, assim como uma instabilidade hemodinâmica ou uma grande distensão abdominal causada por obstrução intestinal".
Conforme publicado em matéria da Agência Brasil, no passado a taxa de mortalidade em cirurgias bariátricas variava entre 2% e 3%. Com os avanços das técnicas e a adoção da videolaparoscopia, os procedimentos passaram a ser minimamente invasivos, registrando hoje taxas de complicações inferiores a 0,5%, patamar semelhante ao de cirurgias como a cesariana e a retirada da vesícula.
Para mais informações, basta acessar ao site oficial do Dr. Tairo Rocha: https://drtairorocha.com.br/
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