
Com o engajamento de mulheres em cargos estratégicos, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) tem se destacado ao oferecer novas soluções para impulsionar o desenvolvimento do Paraná e do país. São mulheres atuantes que fazem a diferença na pesquisa e desenvolvimento de projetos científicos, tecnológicos e de inovação em saúde.
Segundo dados mais recentes do IBGE, apenas 39,3% dos cargos gerenciais no país são ocupados por mulheres. No Tecpar, no entanto, a divisão de cargos de gerência entre homens e mulheres é mais próxima da paridade, com 26 mulheres (46%) e 31 homens (54%) ocupando essas posições.
O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, destaca que a empresa busca estabelecer um ambiente propício para o desenvolvimento de competências de todos os colaboradores, valorizando o conhecimento técnico e as habilidades adquiridas no dia a dia. “Promovemos um espaço colaborativo que incentiva a representatividade e estimula o surgimento de novas lideranças. Como resultado, contamos com uma competente equipe de mulheres que estão à frente de projetos estratégicos do instituto, e outras que lideram equipes nas áreas técnica, administrativa, de gestão ou pesquisa”, disse.
INOVAÇÃO EM SAÚDE– Aos 43 anos, a pesquisadora do Tecpar Jaiesa Zych Nadolny se considera uma profissional de vanguarda. Formada na primeira turma de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o primeiro curso ofertado no país, ela se orgulha em ter acompanhado a evolução da biotecnologia e da pesquisa com células-tronco. “Eu me interessei pelo tema porque na época se falava muito que a biotecnologia seria a ciência do futuro e que os profissionais formados nessa área teriam emprego garantido”, lembra ela.
Depois da graduação, quando a mídia começou a falar muito sobre células-tronco, como uma fonte promissora para a cura de várias doenças, ela decidiu fazer o mestrado na área. Como não encontrou alguém que trabalhasse com o tema no Paraná, ela se mudou para o Rio de Janeiro, onde cursou o mestrado em Ciências Morfológicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
De volta a Curitiba, Jaiesa seguiu trabalhando com células-tronco, em um período marcado por grandes mudanças na vida profissional e pessoal. “O ano era 2013, e tudo aconteceu ao mesmo tempo: a defesa do doutorado, o ingresso no pós-doutorado e o nascimento do meu primeiro filho. Ele tinha só três meses quando fiz o concurso do Tecpar. Lembro de estudar de madrugada, quando ele acordava e eu tinha que amamentar”, recorda.
Há 11 anos no instituto, a pesquisadora sempre esteve engajada em projetos de inovação em saúde humana e animal.
Trabalhou no laboratório de produção e desenvolvimento de kits diagnósticos de uso veterinário, no setor de projetos de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), na gerência do Centro de Produção e Desenvolvimento de Medicamentos Biológicos e do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Saúde.
Atualmente gerencia o Centro de Saúde Pública de Precisão (CSPP), uma iniciativa do Tecpar, do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná) e do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP). A unidade é especializada em sequenciamento genético para apoio a diagnósticos de doenças raras e outras condições genéticas complexas com foco em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Foram mais de vinte anos nesta caminhada e acompanhei o quanto a biotecnologia evoluiu. Quando entrei na faculdade me perguntavam: o que é biotecnologia? Com o que você vai trabalhar? E anos depois fui contratada pelo Tecpar justamente como analista em biotecnologia industrial. Muitas pesquisas que pareciam distantes, hoje se concretizaram em importantes aplicações”, diz Jaiesa, que também é doutora em Biologia Celular e Molecular, com pós-doutorado na área de Epigenética e Células-Tronco.
LIDERANÇA INOVADORA– Química por formação, a gerente do Setor de Certificação de Sistemas do Tecpar Certificação, Melissa Umata Lucato, jamais imaginou que um dia trabalharia no desenvolvimento de projetos estratégicos de Tecnologia e Inovação.
Desde que assumiu a função, ela atuou na implantação de iniciativas pioneiras, como o programa de verificação e validação de inventários e projetos de Gases de Efeito Estufa; a Acreditação ABHV: Avaliação da Conformidade para Estabelecimentos Veterinários; e a certificação do programa Municípios Antirracistas – Selo Diversidade e Paraná Plural.
“É um trabalho muito inovador e temos uma equipe muito boa tocando tudo isso. Os projetos que estamos contribuindo, direta e indiretamente, são novos e pioneiros, como a certificação de Gestão de Ativos (NBR ISO 55001); a certificação da madeira engenheirada, inédita no Brasil; e o ESG para empresas de transportes”, afirma Melissa.
O interesse pela química surgiu por influência de uma professora do Ensino Médio, e continuou após concluir o bacharelado, com a obtenção dos títulos de Mestre em Engenharia de Materiais e Doutora em Habilidades Analíticas.
Melissa lecionou por dois anos na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), mas, devido à rotina exaustiva, decidiu mudar de rumo. “Eu sempre quis trabalhar na indústria. Então, uma amiga me falou sobre o concurso no Tecpar. Eu fui contratada e comecei a trabalhar no Centro de Medição e Validação, onde aprendi muito”, lembra ela.
Na rotina diária, o contato com as áreas de auditoria e qualidade despertou outro interesse, que a levou para o setor onde aprendeu sobre normas e conformidade. Em 2024, assumiu a gerência de Certificação de Sistemas, um novo desafio para sua carreira.
“Aceitei o convite, mas disse que teria que estudar muito, e foi o que fiz. Eu gosto muito de documentação, e quando eu vi já estava contribuindo com vários projetos. Hoje me equilibro para dar conta de tudo, mas é muito gratificante”.
Mesmo com tantas responsabilidades, o prazer ensinar não mudou. Com paciência e experiência de 20 anos no Tecpar, Melissa também ajuda a coordenar uma equipe de bolsistas no Centro de Certificação. “Sempre gostei de trabalhar com muita gente, e aqui tenho a oportunidade de ensinar e a experiência gratificante de ver uma pessoa crescer e evoluir. O Tecpar tem sido esse grande instrumento na vida dessas pessoas, como a porta de entrada na vida profissional, e introduzindo pessoas boas no mercado. Isso é muito bacana”, ressalta.

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