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Paraná é o único estado com 3 regiões finalistas em premiação nacional de inovação

São finalistas da 9ª edição do Prêmio Nacional de Inovação (PNI) o Estação 43, de Londrina; o Ecossistema Regional de Inovação do Sudoeste do Para...

06/03/2026 16h29
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O Paraná é o único estado que conta com três regiões finalistas da 9ª edição do Prêmio Nacional de Inovação (PNI), que é promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e reconhece empresas, instituições e ambientes de inovação que contribuem para o fortalecimento da cultura de inovação no Brasil.

As três regiões finalistas do Paraná concorrem na categoria “Ecossistemas de Inovação”, competindo com iniciativas da Paraíba, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Os ambientes paranaenses foram indicados em diferentes portes: o Estação 43, de Londrina, como finalista na categoria grande porte; o Ecossistema Regional de Inovação do Sudoeste do Paraná, na categoria médio porte; e o Sistema Regional de Inovação do Norte Pioneiro, entre os finalistas de pequeno porte.

O anúncio dos vencedores acontece no dia 26 de março, como parte da programação do 11º Congresso de Inovação da Indústria, no WTC em São Paulo.

Os ecossistemas contam com apoio do Governo do Estado por meio de editais de fomento realizados pelas secretarias da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA) e da Ciência Tecnologia e Ensino Superior (Seti), além da Fundação Araucária e o Sistema Estadual de Ambientes Promotores de Inovação do Paraná (Separtec).São exemplos de iniciativas desenvolvidas por meio de editais de fomento o Paraná Anjo Inovador (apoio a startups), Tecnova (de apoio a micro e pequenas empresas de base tecnológica), Prime (voltado a transformar resultado de pesquisas acadêmicas em produtos, serviços e novos negócios) e investimentos como Pacto Pela Inovação e Fundo a Fundo (que amplia a capacidade dos municípios de desenvolver políticas públicas voltadas à tecnologia).

Para o secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, a presença de três iniciativas paranaenses entre os finalistas reforça o avanço dos ecossistemas regionais e demonstra o compromisso do governo estadual em apoiar esses ambientes. “Os ecossistemas de inovação têm um papel fundamental na conexão entre conhecimento, tecnologia e empreendedorismo, e o Paraná vê essa relevância e segue investido na estruturação de ambientes em todas as regiões do Estado, fortalecendo a governança local e criando oportunidades para que ideias se transformem em soluções e novos negócios e pesquisas”, afirma.

O secretário da Seti, Aldo Nelson Bona, enfatiza que os ecossistemas de inovação paranaenses cumprem um papel estratégico no desenvolvimento do Estado. “Este resultado é fruto de uma política pública consistente que alia investimento em pesquisa ao fortalecimento de ambientes inovadores, por meio de editais estruturantes e parcerias estratégicas. Isso demonstra o compromisso do governo estadual em consolidar uma cultura de inovação que transforma realidades locais, gera desenvolvimento econômico e posiciona o Paraná como referência nacional na produção de conhecimento e no fomento ao empreendedorismo de base tecnológica”, afirma.

ESTAÇÃO 43- Localizado em Londrina, o Estação 43 atua como um importante articulador do ecossistema local, reunindo startups, empresas, universidades, instituições de ciência e tecnologia e o poder público em um ambiente voltado ao desenvolvimento tecnológico e à geração de novos negócios. Com uma atuação consolidada no Norte do Estado, o Estação 43 tem contribuído para posicionar Londrina como um importante polo de inovação, incentivando o surgimento de startups e ampliando as oportunidades para empresas de base tecnológica.

O crescimento do ecossistema também foi impulsionado por políticas públicas e programas estaduais. Londrina ampliou significativamente o número de Ambientes Promotores de Inovação credenciados no Separtec. Em 2017, a cidade contava com apenas dois ambientes credenciados e atualmente conta com mais de 40 iniciativas reconhecidas.

O ecossistema também promove anualmente o Festival Internacional de Inovação de Londrina (FIIL), evento que reúne lideranças, empreendedores, gestores públicos, pesquisadores, startups e representantes da sociedade civil para discutir como a inovação pode transformar territórios e melhorar a vida das pessoas. O festival conta com o apoio do Governo do Estado, por meio das secretarias estaduais da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial do Paraná (Seia), Secretaria do Turismo do Paraná (Setu) e Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, além da Fundação Araucária.

Para o presidente do Estação 43, Lucio Kamiji, a indicação entre os finalistas do prêmio nacional reflete o trabalho coletivo realizado no ecossistema. “Estar entre os finalistas é resultado de um trabalho construído a muitas mãos pelas lideranças do ecossistema de Londrina. É um reconhecimento que também reflete o apoio do Governo, que vem sempre incentivando e fortalecendo as ações que realizamos.”

SUDOESTE DO PARANÁ- O Ecossistema Regional de Inovação do Sudoeste do Paraná reúne universidades, instituições de pesquisa, empresas, poder público e entidades de apoio em uma rede colaborativa voltada para estimular o empreendedorismo, apoiar novos negócios e aproximar a produção científica das demandas do setor produtivo, consolidando a região como um ambiente favorável à inovação. O ecossistema é um dos finalistas do Prêmio Nacional de Inovação em 2023, também na categoria de Ecossistemas de Médio Porte.

A região tem recebido investimentos do Governo do Estado para fortalecer essas iniciativas. Por meio do programa do Pacto Pela Inovação e Fundo a Fundo, quatro municípios do Sudoeste foram contemplados com recursos para projetos voltados à inovação e tecnologia: Pato Branco, Chopinzinho, Francisco Beltrão e Realeza. O investimento total destinado às quatro cidades soma R$ 4,44 milhões, dentro da estratégia estadual de descentralização de recursos para ciência, tecnologia e inovação.

Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pato Branco, Rosiclei Dalagnol, a indicação do ecossistema regional reforça a trajetória construída pela região. “É a confirmação de uma trajetória construída ao longo de décadas por muitas mãos, de uma região que escolheu a inovação como norte do seu desenvolvimento, fortalecendo conexões, formando talento e incentivando pesquisas e empreendedores na região. Esse resultado mostra que a inovação floresce no Interior, com iniciativas acontecendo fora dos grandes centros, ajudando a impulsionar a inovação no Brasil e servindo de inspiração para outros ambientes.”

NORTE PIONEIRO- Com 10 anos de atuação, o Sistema Regional de Inovação do Norte Pioneiro (SRI-NP) reúne 16 municípios da região em uma governança colaborativa que visa o desenvolvimento tecnológico, fortalecimento de parcerias e impacto socioeconômico sustentável. O ecossistema foi criado para integrar políticas públicas e ações voltadas à ciência, tecnologia, empreendedorismo e desenvolvimento econômico, e ao longo da última década conquistou reconhecimentos nacionais, chegando a ser duas vezes finalista do Prêmio Nacional de Inovação.

Também foi campeão da 7ª edição da competição, quando ganhou na categoria Ecossistemas em Fase Inicial.

Outro destaque do SRI-NP é a promoção de eventos e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento de inovação na região, como a GeniusCon, feira anual que reúne estudantes, professores, startups e lideranças para discutir e participar de atividades com foco em conexões e fomento da cultura de empreendedorismo na região.

A GeniusCon também conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da SEIA e Seti. Para o secretário de Comércio, Indústria, Turismo, Serviços e Inovação de Jacarezinho, Leandro Lima, o Sistema Regional de Inovação do Norte Pioneiro é resultado de uma estratégia de governança construída de forma colaborativa entre municípios e instituições da região.

“Temos mais 50 entidades envolvidas, entre universidades, empresas, sistema S e prefeituras. Desde a fundação estabelecemos que os municípios participantes precisam ter estruturas como lei municipal de inovação, fundo municipal e conselho de ciência e tecnologia, o que garantiu organização e planejamento para o desenvolvimento regional", explica Leandro Lima. "Esse trabalho também foi fortalecido pelo apoio do Governo do Estado, com programas e repasses do Fundo a Fundo, entre outras iniciativas que ajudaram a impulsionar ainda mais o Norte Pioneiro para o futuro.”