Produção da Secom reúne rotas de aventura, estâncias termais, festas tradicionais e sabores da estação em um roteiro que atravessa o território catarinense.Foto: Eco Parque Cachoeira Papuã
O outono em Santa Catarina deixou de ser apenas uma transição entre estações. Com temperaturas amenas, clima estável e paisagens nítidas, o período abre espaço para experiências ao ar livre e uma conexão mais direta com a natureza. Esse é o ponto de partida do segundo episódio do podcast “Descubra SC”, que estreia nesta terça-feira, 5.
A edição acompanha o lançamento inédito da “Estação Outono” pelo Governo do Estado, que integra a estratégia de organizar o turismo catarinense ao longo do ano e valorizar os atrativos de cada época. “Santa Catarina tem potencial nas quatro estações. Isso ajuda o turista a entender o que fazer em cada período. É uma iniciativa louvável”, resume Marinho Motta.
O bate-papo com o assessor de Turismo da Associação dos Municípios da Serra Catarinense (Amures) é conduzido pela jornalista da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), Maria Clara Flores, e avança para um dos principais recortes da estação. “O outono abre a temporada de montanha. É quando você consegue subir com mais tranquilidade, com melhor visibilidade e menos interferência do clima”, explica Marinho.
Essa constância climática se traduz em horizontes abertos e maior conforto térmico para atividades externas. Com o ar mais seco e o menor volume de água, experiências como a famosa Trilha do Boi, em Praia Grande, tornam-se mais acessíveis, permitindo que os 14 quilômetros de caminhada pela fenda do cânion sejam feitos com mais segurança.
O cenário limpo também favorece o balonismo na cidade do Extremo-Sul, que ganha o visual de formações como o Itaimbezinho, Fortaleza e Malacara, de pano de fundo. “É a nossa versão brasileira da Capadócia, mas com identidade única, principalmente pela presença dos cânions”, argumenta o convidado.

Berço do ecoturismo e referência em segurança
No Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis, o turismo de aventura assume contornos históricos, sustentado por um ecossistema que profissionalizou a adrenalina muito antes de o segmento virar tendência nacional.
Santa Catarina foi o primeiro estado a ter uma regional da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA) e já nos anos 2000, a Grande Florianópolis abrigava uma das empresas pioneiras do selo “Aventura Segura”. “A qualificação no atendimento ao turista aqui vai muito além do ‘boa tarde’ ou do ‘boa noite’. A preocupação com a segurança é gigantesca”, enfatiza Marinho.
É em Ibirama, Apiúna e Presidente Getúlio que o turismo de aventura catarinense tem suas origens. Ibirama, inclusive, carrega o título de Capital Catarinense do Turismo de Aventura, com opções que vão do rafting noturno no Rio Itajaí-Açú a uma das maiores tirolesas urbanas do Brasil. “O berço do ecoturismo em Santa Catarina está ali”, diz Marinho.
Da mesma região saiu outro marco: o primeiro roteiro oficial de cicloturismo do Brasil. O Circuito Vale Europeu percorre 300 quilômetros em sete dias por nove municípios, entre eles Timbó, Pomerode, Indaial e Blumenau, com casarios enxaimel e paisagens de colonização europeia como cenário. A rota pode ser feita de bicicleta ou a pé, o que amplia o acesso para diferentes perfis de visitante.
Serra Catarinense, natureza como protagonista
Se em outras partes do país o potencial turístico precisa ser fabricado, Marinho afirma que, na Serra Catarinense, ele sempre esteve lá. “Ela é naturalmente turística. Diferente de outros destinos que precisaram construir atrativos, aqui a matéria-prima já está pronta”, diz o convidado.
Em Bom Jardim da Serra, essa matéria-prima aparece nos paredões de cânions como o do Funil, que chegam a 1.590 metros e revelam uma das paisagens mais dramáticas do estado. A Serra do Rio do Rastro, com suas 284 curvas, é o cartão-postal que apresenta esse universo a quem chega pelo litoral.
Na Coxilha Rica, o tempo parece ter dado uma pausa. O planalto a mais de 1.000 metros de altitude guarda taipas centenárias erguidas pedra por pedra, araucárias e fazendas que contam a história dos tropeiros que passavam por ali levando gado do Rio Grande do Sul a São Paulo.
Em Urubici, o Morro da Igreja, a 1.822 metros, é um dos pontos mais altos acessíveis de carro no Sul do Brasil – e um dos mais impressionantes. Para quem quer ir além da contemplação, não faltam opções. A Cascata do Avencal serve de palco para rapel, enquanto a Sky Bike, tirolesa de bicicleta suspensa a 150 metros de altura, a mais alta do Brasil, desafia até os mais corajosos.
Para quem quer uma imersão completa na região, o Circuito de Cicloturismo da Serra Catarinense oferece essa chance. São mais de 600 quilômetros com altimetria superior a 1.500 metros, percorridos em até 11 dias. O Circuito Altos da Serra, de 4 dias, é o mais exigente, reservado para quem tem pernas e fôlego de sobra.
Termalismo e festas tradicionais
Nem só de aventura vive o outono catarinense. O estado também é referência em estâncias hidrominerais, com destaque para Santo Amaro da Imperatriz e Águas Mornas, na Grande Florianópolis, e Piratuba, no Oeste.
O outono também marca o início de uma agenda cultural relevante. A Festa Nacional da Maçã, entre 7 e 10 de maio, e a Festa Nacional do Pinhão, de 22 de maio a 7 de junho, funcionam como marcos simbólicos da transição para o inverno e mobilizam cadeias inteiras da economia serrana.
A maçã de São Joaquim possui Indicação Geográfica e divide protagonismo com os Vinhos Finos de Altitude, outro selo de origem catarinense. A combinação entre clima, solo e altitude cria um ambiente propício para experiências gastronômicas mais sofisticadas, que incluem queijos artesanais, embutidos e produção local.
Santa Catarina contabiliza mais de 700 festas cadastradas, o que reforça a capacidade de manter o turismo ativo ao longo de todo o ano, movimentando mais de 50 atividades econômicas ligadas direta ou indiretamente ao setor.
Programe-se e aproveite o outono em SC
Entre as orientações destacadas no episódio, estão o uso de roupas em camadas, adequadas à variação térmica típica da estação; a reserva antecipada de hospedagens em períodos de maior demanda e a contratação de guias credenciados.
Outro ponto apresentado pelo convidado é a redução de riscos típicos do verão, como a presença de animais peçonhentos, o que contribui para uma experiência mais segura em trilhas e áreas abertas. No fim, a dica que fica é: “curta Santa Catarina nas quatro estações”, recomenda Marinho.
O segundo episódio do podcast “Descubra SC” teve coprodução da social media da Secom, Camile Ariadny, e está disponível no canal oficial do Governo de Santa Catarina no YouTube e nas principais plataformas de streaming de áudio.
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