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Sanidade das abelhas: trabalho da Cidasc garante proteção da saúde humana e da produção vegetal

As ações de sanidade apícola são voltadas tanto para criação da espécie Apis mellifera quanto de espécies nativas (acima) – Foto: Denise De Rocchi/...

08/05/2026 17h44
Por: Redação Fonte: Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC
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As ações de sanidade apícola são voltadas tanto para criação da espécie Apis mellifera quanto de espécies nativas (acima) – Foto: Denise De Rocchi/Ascom Cidasc

As abelhas têm papel fundamental para a natureza e para a produção de alimentos, ao carregar o pólen de uma flor para outra, permitindo que se transformem em frutos. Portanto, sua preservação é valiosa para o meio ambiente, para a agricultura e para a vida humana. A sanidade apícola é um dos temas em destaque na 4ª edição do Mês da Sanidade Animal e Vegetal, promovida pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) durante todo o mês de maio, com o slogan O alimento seguro passa por aqui”

A sanidade destes pequenos animais é uma das atribuições da Cidasc, empresa pública vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape). Como órgão oficial de defesa agropecuária, realiza atividades que beneficiam a apicultura e a meliponicultura (produção de mel de abelhas sem ferrão) catarinense. 

Entre as ações desenvolvidas, estão educação sanitária, investigação epidemiológica, monitoramento e controle de pragas e doenças e análise da presença de agentes químicos que afetam a saúde das abelhas. O objetivo é manter as colmeias saudáveis, para que possam produzir em boa quantidade e qualidade, além de contribuir com a polinização de pomares e outras culturas vegetais. 

Para que este resultado seja alcançado, os apicultores e meliponicultores precisam atuar em sintonia com a defesa agropecuária. O primeiro passo é cadastrar suas colmeias junto à Cidasc e manter o cadastro atualizado. Com as informações sobre propriedades que criam abelhas e o quantitativo de colmeias, é possível planejar ações e políticas públicas para fomentar o setor e atuar rapidamente quando ocorre um foco de enfermidades que afetam as abelhas. 

A Cidasc também precisa ser informada sobre a movimentação das colmeias: se as caixas forem transportadas da propriedade para outro local, deve ser emitida a Guia de Transporte Animal (GTA). Os dados de origem e destino dessas cargas também são informações relevantes para aprimorar ações relacionadas à sanidade animal e ao controle de doenças que possam afetar as colmeias, como a loque europeia e o pequeno besouro das colmeias.

Foto: Reprodução/Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC

Quando há suspeita de doença ou mortalidade de abelhas, o apicultor/meliponicultor precisa comunicar a Cidasc. Nestes casos, um médico-veterinário da companhia atende à notificação, vai até a propriedade e coleta amostras para análise em laboratório,  se necessário. Quando há confirmação de doença em um apiário ou meliponário, é realizada a vigilância nas propriedades no entorno, para checar a situação sanitária das demais colmeias e orientar os produtores. 

“O cadastramento das propriedades e a inspeção que a Cidasc faz no beneficiamento do mel e seus derivados dá ao produtor segurança da continuidade de sua produção e, ao consumidor, garantia de que está realmente consumindo uma proteína animal da mais alta qualidade, sem fraudes ou riscos graves, especialmente à saúde da primeira infância”, esclarece a médica-veterinária e presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

Assim como ocorre nos programas sanitários voltados à sanidade de outras espécies, as atividades da Coordenação de Sanidade das Abelhas da Cidasc são orientadas pelos critérios de risco. Isto significa que propriedades consideradas mais vulneráveis à entrada de doenças que afetam as abelhas são monitoradas com mais atenção, como por exemplo aquelas que movimentam muitas colmeias vindas de outros estados para fazer a polinização de lavouras ou pomares. 

A Cidasc perto do produtor

As ações de educação sanitária e de orientação ao produtor fazem parte da rotina da Cidasc, tanto em visitas às propriedades quanto em eventos do setor agropecuário. Todo este universo de ações voltadas à sanidade das abelhas será apresentado entre os dias 13 e 15 de maio, em Florianópolis durante o  25° Congresso Brasileiro de Apicultura e 11° Congresso Brasileiro de Meliponicultura (Conbrapi).  O evento será realizado no Centro de Convenções de Florianópolis (Av. Governador Gustavo Richard, 850). A Cidasc estará presente com o estande institucional, divulgando seus programas sanitários e orientando os apicultores e ministrando palestras.

“O Governo do Estado de Santa Catarina prima pela presença do time profissional próximo ao produtor rural, orientando, ensinando, ouvindo as demandas lá na propriedade, onde tudo acontece”, afirma a presidente da Cidasc. 

O histórico da empresa pública com a sanidade apícola é longo. Nos anos 1960, esta atividade cabia à Secretaria de Agricultura. Na década seguinte, foi criado o Instituto de Apicultura de Santa Catarina (Iasc), também conhecido como Cidade das Abelhas. Com a fundação da Cidasc, em 1979, profissionais da companhia foram cedidos ao Iasc para contribuir em atividade de pesquisa, capacitação dos apicultores e análises bioquímicas dos produtos de abelhas (mel, própolis, cera…) e das doenças que podem afetar as colmeias, uma parceria que perdurou até 2002. 

Outro marco foi a criação do Programa Nacional de Sanidade Apícola (PNSap), pelo então Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento, em 2008, estabelecendo diretrizes para a condução dos trabalhos pelos órgãos de defesa agropecuária nos estados. Este programa é conduzido na Cidasc pela equipe de Sanidade Apícola, composta por 41 médicos-veterinários, em atuação nos 19 departamentos regionais em Santa Catarina. 

Na área apícola, a Cidasc também é pioneira: em 2021, a companhia emitiu uma resolução técnica restringindo o uso da substância fipronil em algumas formas de aplicação para preservar as abelhas. A decisão, inédita no país, foi adotada a partir de intenso estudo do corpo técnico da Cidasc, demonstrando que o agrotóxico, quando aplicado para pulverização foliar, pode provocar mortandade de abelhas.

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