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Pesca da tainha: mais de 60% da cota extra para o Litoral Sul de SC foi capturada

MPA autorizou pescadores da região a retirarem mais 200 toneladas do mar

24/06/2026 21h50
Por: Redação Fonte: Redação
Pesca da tainha: mais de 60% da cota extra para o Litoral Sul de SC foi capturada

O Ministério de Pesca e Aquicultura (MPA) atualizou nesta quarta-feira, dia 24, o painel de monitoramento da pesca da tainha em Santa Catarina. Os dados indicam que os pescadores do Litoral Sul do estado capturaram mais de 60% da cota extra de 200 toneladas disponibilizadas para a região.

Os dados mostram que foram pescadas 125,5 toneladas, o que representa 63% do total permitido. Restam ainda 74,4 toneladas capturadas na região para que a safra seja considerada encerrada.

No Litoral Norte catarinense, a cota adicional foi de 230 toneladas. Na região, já foram retiradas do mar 84,2 toneladas, representando 37% do estabelecido, restando ainda 145,7 toneladas a serem capturadas.

Municípios dentro da cota para o Sul do estado: Florianópolis, Palhoça, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Municípios dentro da cota para o Norte do estado: Joinville, São Francisco do Sul, Itapoá, Barra Velha, Balneário Piçarras, Penha, Navegantes, Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema e Porto Belo.

A quantidade extra de tainhas a serem pescadas foi determinada pelo MPA após o governo federal determinar o fim da safra após a cota de captura atingir 90%. A notícia não agradou pescadores de Santa Catarina, que comemoravam uma supersafra com redes cheias e ficaram descontentes com o encerramento antecipado. 

Desde 2018, o governo federal passou a adotar cotas para a captura de tainhas, mas apenas em 2025 passou a valer para a modalidade de arrasto de praia. No ano passado, o limite estabelecido foi de 1,1 mil toneladas, que foi revisado para 1,3 mil em 2026 antes da ampliação. 

A definição das cotas considera avaliações de estoque, dados de produção, registros de captura, informações do setor e discussões com pescadores, governos estaduais, pesquisadores, cientistas e representantes das diferentes modalidades. 

O governo federal defende que as cotas existem para garantir que a tainha continue disponível nos próximos anos, protegendo a espécie e a própria atividade pesqueira. A safra ocorre durante a migração reprodutiva da tainha, momento em que os cardumes se deslocam pelo litoral e ficam mais disponíveis  à captura pelas comunidades costeiras, principalmente para a pesca artesanal. Estabelecer limites seguros, diz o MPA, é essencial para evitar a sobrepesca e permitir que o estoque se mantenha ou se recupere ao longo do tempo.