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Bar interdita rua de acesso a hospital e seguranças agridem motorista que reclamou, em Criciúma

Rua próxima ao Hospital São José foi fechada por um bar durante o jogo do Brasil neste domingo; motorista que questionou o bloqueio teria sido cercado e agredido por vários seguranças da empresa contratada.

05/07/2026 23h58
Por: Redação Fonte: Jornal Razão
Bar interdita rua de acesso a hospital e seguranças agridem motorista que reclamou, em Criciúma

Um bar fechou uma das ruas do Centro de Criciúma neste domingo para acomodar torcedores durante o jogo do Brasil pela Copa do Mundo, e o que era transtorno virou agressão quando um motorista parou o carro e perguntou por que não podia passar. Cercado por vários seguranças da empresa contratada pelo estabelecimento, o condutor teria sido agredido ali mesmo, no meio da via bloqueada. As imagens do episódio se espalharam pela cidade e reacenderam uma discussão que já vinha incomodando moradores: até onde vai o direito de um bar interditar uma rua pública.

O caso aconteceu na tarde deste domingo, na região central da cidade. Segundo relatos divulgados nas redes sociais, o estabelecimento utilizava parte da via para receber os torcedores que acompanhavam a transmissão da partida entre Brasil e Noruega, que terminou com a eliminação da seleção. A rua estava interditada, e foi ao tentar seguir por ela que o motorista teria questionado o motivo do bloqueio. A discussão escalou rápido. Conforme o relato preliminar, depois da troca de palavras o condutor acabou cercado e agredido pelos seguranças que trabalhavam no local.

O ponto que mais revoltou quem viu as imagens é a localização. A via bloqueada fica nas proximidades de um dos principais hospitais da cidade, e o argumento que se repetiu foi sempre o mesmo: interditar uma rua no entorno de uma unidade de saúde coloca em risco quem pode estar vivendo uma emergência. Independentemente do motivo do fechamento, o transtorno atinge moradores, trabalhadores e, principalmente, quem precisa chegar depressa ao atendimento médico.

A empresa de segurança que prestava o serviço foi identificada nas publicações e passou a concentrar boa parte das cobranças. Muita gente questionou a preparação dos profissionais escalados, apontando que segurança é contratada para prevenir confusão e manter a ordem, não para partir para cima de quem está dentro de um carro. Nos relatos, a atuação do grupo foi descrita como truculenta e despreparada, com vários homens avançando sobre um único motorista.

Também entrou no debate a questão da autorização. Parte de quem acompanhou o caso defendeu que só a prefeitura ou o órgão de trânsito poderiam liberar o fechamento de uma via pública, e que, se houve autorização, a responsabilidade sobre o transtorno recai igualmente sobre o poder público. Outros afirmaram que o bar teria autorização do órgão responsável e que a rua fechada não seria exatamente a que dá acesso ao hospital, mas uma esquina anterior. As versões divergem e ainda não há confirmação oficial sobre qual via foi efetivamente bloqueada nem sobre os termos da liberação.

O bar fica em uma região que, desde a inauguração, já vinha sendo alvo de reclamações de moradores. O episódio de agressão adicionou combustível a um incômodo que já existia, e as cobranças agora se dividem entre o estabelecimento, a empresa de segurança e a fiscalização municipal.

Até o momento, o estabelecimento não havia se manifestado publicamente sobre a ocorrência. A empresa de segurança também não apresentou versão oficial sobre a agressão. Não há informação sobre registro de boletim de ocorrência nem sobre o estado de saúde do motorista agredido. O caso segue repercutindo em Criciúma.

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