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Casal é preso após polícia descobrir laboratório clandestino de canetas emagrecedoras em SC

Investigação aponta que tirzepatida era diluída e comercializada como outra substância; local também tinha rótulos falsos, anabolizantes e R$ 27 mil em dinheiro

29/08/2026 19h21
Por: Redação Fonte: Redação
Casal é preso após polícia descobrir laboratório clandestino de canetas emagrecedoras em SC

Um homem de 45 anos e uma mulher de 34 anos foram presos em flagrante após a Polícia Civil descobrir um laboratório clandestino utilizado para manipular e adulterar produtos vendidos como canetas emagrecedoras, em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina.

A operação ocorreu na última quinta-feira (27) e foi realizada pela Delegacia de Polícia de Navegantes, com apoio da DRACO de Erechim, no Rio Grande do Sul. As buscas aconteceram em uma residência e em uma sala comercial ligadas aos investigados.

Segundo a investigação, o casal utilizava tirzepatida, princípio ativo presente no medicamento Mounjaro, que seria diluída em solvente e posteriormente comercializada como se fosse retatrutida, produto sem comercialização autorizada no Brasil.

Rótulos simulavam produtos fabricados nos Estados Unidos

Os policiais também encontraram equipamentos utilizados para produzir rótulos falsificados. As embalagens continham informações em inglês e a bandeira dos Estados Unidos, dando aos produtos aparência de mercadoria importada.

De acordo com as informações apuradas pela polícia, parte dos produtos teria sido produzida na China e adquirida ilegalmente no Paraguai antes de chegar a Santa Catarina.

Durante a operação foram apreendidos aproximadamente R$ 27,1 mil em dinheiro, além de frascos de tirzepatida e retatrutida e diversas outras substâncias.

Entre os materiais localizados estavam oxandrolona, testosterona, primobolan, trembolona, agonistas de GLP-1, anfetaminas e líquido para cigarro eletrônico contendo THC, além de instrumentos utilizados na preparação dos produtos.

A Polícia Científica também foi acionada para realizar a perícia no local e analisar os frascos e demais materiais encontrados.

Crime pode ter pena de até 15 anos

O casal foi autuado pela suspeita de falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Segundo a Polícia Civil, a pena máxima prevista para o crime pode chegar a 15 anos de prisão.

Após os procedimentos policiais, os dois foram encaminhados ao sistema prisional em Itajaí, onde ficaram à disposição da Justiça. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

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