Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertam que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, responsáveis por cerca de 19,8 milhões de óbitos, o que representa aproximadamente 32% de todas as mortes registradas globalmente.
No Brasil, essas condições vitimaram cerca de 400 mil pessoas em 2022, segundo o Ministério da Saúde. Esses números estão diretamente associados a transformações fisiológicas que se intensificam com o envelhecimento.
De acordo com análise do National Institute on Aging, com o avanço da idade, o coração passa a apresentar menor capacidade de resposta, batendo com menos intensidade em situações de esforço físico ou estresse. Esse processo natural de desgaste fisiológico compromete a eficiência cardiovascular e, combinado a alterações nos vasos sanguíneos, aumenta significativamente o risco de eventos graves.
Considerando a frequência de óbitos, o cardiologista Dr. Marcio Cancela recomenda o início de um monitoramento rigoroso a partir dos 40 anos. Segundo o especialista, o check-up cardiovascular visa detectar precocemente condições que geralmente se desenvolvem sem sinais clínicos aparentes, possibilitando intervenções antes que se tornem fatais.
Mudanças metabólicas e hormonais intensificam riscos cardíacos
O alerta médico tem origem no caráter silencioso das alterações cardiovasculares a partir dos 40 anos. De acordo com o cardiologista, um dos principais desafios no acompanhamento nessa fase da vida é a presença de mudanças graduais no organismo, mesmo sem sintomas aparentes, como o envelhecimento dos vasos sanguíneos e alterações metabólicas, que favorecem o desenvolvimento de condições como hipertensão arterial, resistência à insulina e alterações nos níveis de colesterol.
Segundo o Dr. Marcio Cancela, muitas doenças cardíacas começam a se desenvolver sem gerar sinais claros, o que dificulta a percepção do risco pelo próprio paciente. Por isso, o check-up anual se torna essencial para a identificação precoce de possíveis comprometimentos. "Além disso, outros fatores costumam contribuir, como o desaceleramento do metabolismo, que pode levar ao ganho de peso, aumento do colesterol e resistência à insulina, e também mudanças hormonais que ocorrem em ambos os sexos", salienta.
Quando surgem sinais fora do padrão habitual, como palpitações, cansaço persistente, falta de ar ou dor no peito, a recomendação é investigar imediatamente. "Alguns sinais podem ser sutis no início, mas merecem atenção, especialmente quando esses sintomas se repetem ou aparecem em situações fora do habitual", alerta o especialista. Nesses casos, o eletrocardiograma costuma ser o primeiro exame solicitado, por oferecer uma leitura inicial da atividade elétrica do coração e orientar as próximas etapas da investigação. "Esse processo pode incluir exames de esforço, ecocardiografia e, em situações específicas, tomografia das artérias coronárias, sempre com base na necessidade clínica", informa o Dr. Marcio Cancela.
Check-up e prevenção cardiovascular
A World Heart Federation estima que cerca de 80% das doenças cardiovasculares, incluindo doenças cardíacas e acidente vascular cerebral, sejam evitáveis por meio do controle adequado dos fatores de risco e de mudanças no estilo de vida.
O Dr. Marcio Cancela explica que, além de reduzir eventos cardíacos, essa abordagem preventiva exerce impacto direto sobre a saúde cerebral, uma vez que condições como hipertensão, diabetes e dislipidemias estão associadas a alterações na circulação sanguínea e no funcionamento do cérebro. O controle da pressão arterial, por exemplo, pode contribuir para retardar o risco de demência na terceira idade. "Quando o check-up identifica alterações ainda no início, conseguimos traçar estratégias personalizadas que protegem não apenas o coração, mas a saúde como um todo", afirma o cardiologista.
Para o Dr. Marcio Cancela, o check-up a partir dos 40 anos deve ser compreendido como uma estratégia de longevidade, baseada na avaliação clínica individualizada. "A avaliação clínica é fundamental porque ajuda a correlacionar os resultados dos exames com sinais e sintomas que, muitas vezes, são discretos ou podem passar despercebidos pelo paciente. Assim, a interpretação fica mais precisa e alinhada à realidade de cada caso", conclui.
O Dr. Marcio Cancela é cardiologista, com formação e atuação voltadas à prevenção, ao diagnóstico e ao acompanhamento das doenças cardíacas. Atende em Santana do Livramento (RS) e desenvolve sua prática clínica com base na escuta do paciente, na análise de fatores de risco e na utilização de exames para embasamento de suas decisões médicas.
Para mais informações, basta acessar: https://drmarciocancela.com/
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