As buscas por eficiência energética e compliance industrial têm impulsionado a procura por compressores isentos de óleo. Projeções de mercado publicadas na plataforma "ResearchAndMarkets*" destacam o levantamento realizado pela "Grand View Research". Nelas, há indicativos de que o setor poderá atingir US$ 17,6 bilhões até 2033, com crescimento anual de 3,4% entre 2026 e 2033. A tendência acompanha a necessidade de indústrias que utilizam ar comprimido em processos submetidos a requisitos mais rigorosos de qualidade e controle de contaminação.
Entre essas aplicações estão processos industriais nos quais a presença de óleo no ar comprimido pode representar um fator crítico. Segmentos como o alimentício e o farmacêutico estão entre aqueles que adotam padrões mais rigorosos de pureza do ar e procedimentos associados ao compliance industrial.
A evolução desse mercado também amplia as demandas direcionadas às empresas de venda, manutenção e locação de compressores, que passam a atender projetos industriais nos quais eficiência energética, qualidade do ar, disponibilidade de componentes e confiabilidade operacional integram os critérios para especificação dos equipamentos.
Neopeças amplia atuação em compressores isentos de óleo
Diante desse cenário, a Neopeças ampliou o portfólio da marca Neocomp com a introdução da linha STRATOS. Presente no mercado de peças de reposição para manutenção de compressores desde 2013, a empresa passou a comercializar compressores e secadores industriais em 2025 e agora incorpora ao portfólio equipamentos isentos de óleo.
A nova linha é formada por 12 modelos, com potências entre 37 e 250 kW, destinados a diferentes demandas de aplicação industrial.
Certificação atende setores com requisitos de pureza do ar
"Dedicamos horas e recursos para obter certificações que validam a credibilidade de nossos compressores", afirma Fabrício Escobar, engenheiro e sócio-diretor da Neopeças, com mais de 25 anos de experiência no segmento.
A linha Neocomp STRATOS recebeu certificação do TÜV Rheinland, que atesta sua conformidade com a ISO 8573-1 Classe 0. A classificação está relacionada ao controle da presença de óleo no ar comprimido e atende aplicações industriais que estabelecem requisitos específicos de pureza, entre elas os segmentos alimentício e farmacêutico.
O fabricante também possui certificações ISO 9001 e ISO 14001, além de teste de desempenho conduzido pela SGS, empresa global especializada em testes, inspeções e certificações, reforçando os padrões técnicos associados aos equipamentos.
Eficiência energética e monitoramento integram os equipamentos
A linha incorpora tecnologia de ajuste automático de rotação (VSD), que adequa o funcionamento do compressor à demanda de ar da planta. Os equipamentos utilizam motor WEG IE4, com opção IE5, voltado à eficiência energética.
Os compressores também podem ser integrados a sistemas de gestão industrial, permitindo o acompanhamento, em tempo real, de variáveis como pressão, temperatura e velocidade.
Outro aspecto considerado no projeto é a capacidade de operação em temperaturas ambiente de até 52 °C, característica voltada a aplicações submetidas a condições de temperatura elevada.
"É uma linha de compressores projetada para a realidade climática e industrial do Brasil", afirma Escobar.
Disponibilidade de componentes integra estratégia de manutenção
Além dos aspectos relacionados à geração e à qualidade do ar comprimido, a disponibilidade de componentes foi considerada na configuração da linha.
Os equipamentos utilizam componentes de fabricantes globais como SKF, FAG, Donaldson e WEG, disponíveis no mercado brasileiro. A estratégia busca facilitar a reposição de componentes quando necessária e contribuir para maior previsibilidade dos processos de manutenção ao longo da vida útil dos equipamentos.
Soluções acompanham diferentes etapas do sistema de ar comprimido
A atuação da Neopeças no segmento também inclui a distribuição oficial da AIRpipe no Brasil, fabricante de sistemas de redes de ar comprimido em alumínio.
Resistente à corrosão, o material é utilizado em projetos que demandam elevados padrões de qualidade do ar comprimido e permite integrar a geração e a distribuição do ar dentro das instalações industriais.
"Conseguimos oferecer ao mercado soluções competitivas, que combinam alto desempenho, conformidade técnica e menor custo operacional para a indústria brasileira", afirma Escobar.
A incorporação dos compressores isentos de óleo ao portfólio acompanha, assim, um movimento de maior atenção à qualidade do ar, eficiência energética e confiabilidade dos sistemas industriais, fatores que ganham relevância à medida que diferentes setores adotam requisitos mais rigorosos para seus processos produtivos.
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