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Economia Correios

Greve dos Correios segue sem acordo e negociação fica nas mãos do TST

Paralisação completa mais de uma semana; Correios encerraram negociação direta e aguardam julgamento marcado para esta segunda-feira (21)

20/09/2026 18h15
Por: Redação Fonte: Redação
Greve dos Correios segue sem acordo e negociação fica nas mãos do TST

A greve dos trabalhadores dos Correios continua em todo o país sem acordo entre a categoria e a direção da estatal. O movimento, iniciado em 10 de setembro, entrou em uma nova fase após os Correios informarem que não pretendem continuar, neste momento, a negociação direta com os sindicatos e que vão aguardar uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST). (VEJA⁠)

O julgamento do dissídio coletivo está marcado para segunda-feira, 21 de setembro, às 13h30, e poderá definir os próximos passos da paralisação e as condições do acordo coletivo dos trabalhadores. (Agência Brasil⁠)

Apesar da decisão da empresa de aguardar o julgamento, a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) afirma que continua aberta ao diálogo e que chegou a solicitar formalmente a retomada da mesa de negociação direta. Segundo a entidade, as tratativas avançaram em diversos pontos, mas o plano de saúde permanece como principal impasse. (VEJA⁠)

Os trabalhadores são contrários à proposta de mudança na participação dos Correios no CorreiosSaúde, temendo aumento dos custos para funcionários, aposentados e dependentes. A categoria também reivindica recomposição salarial compatível com a inflação, ganho real e manutenção de benefícios previstos no acordo coletivo. (Agência Brasil⁠)

TST determina 80% do efetivo trabalhando

Durante a paralisação, o TST determinou que pelo menos 80% dos trabalhadores permaneçam em atividade em cada unidade, considerando os Correios um serviço essencial. (Agência Brasil⁠)

Os Correios afirmam que os serviços continuam sendo prestados e que medidas como remanejamento de veículos, utilização de funcionários administrativos nas operações e mutirões de entrega estão sendo adotadas para diminuir os impactos da greve. (Agência Brasil⁠)

Mesmo assim, consumidores e empresas já relatam atrasos em encomendas em diferentes regiões do país.

Com a negociação direta interrompida pela empresa e os sindicatos mantendo a disposição para discutir um acordo, a atenção agora está voltada para o julgamento do TST nesta segunda-feira, que poderá ser decisivo para o futuro da greve dos Correios.

Daniel Capiotti
Sobre Daniel Capiotti
Daniel Capiotti é colunista com foco em análises esportivas da região Sul, além de comentários sobre política e os principais acontecimentos da atualidade.
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