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Conta de luz sobe 10,14% em Içara e Cooperalianca passa a ter uma das tarifas mais altas da região

Reajuste médio homologado pela ANEEL é de 10,14%; para consumidores residenciais, aumento é de 8,92%, com nova tarifa já em vigor

12/09/2026 14h03
Por: Redação Fonte: Redação
Conta de luz sobe 10,14% em Içara e Cooperalianca passa a ter uma das tarifas mais altas da região

A conta de energia elétrica ficou mais cara para os consumidores atendidos pela Cooperaliança, em Içara e municípios da área de atuação da cooperativa. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) homologou um reajuste tarifário médio de 10,14%, válido desde 29 de agosto de 2026 e com vigência até 28 de agosto de 2027. 

É importante destacar que os 10,14% representam o efeito médio do reajuste. Para o consumidor residencial comum, da classe B1, o aumento é de aproximadamente 8,92%. A tarifa convencional passou de R$ 0,69568 para R$ 0,75773 por kWh, antes da incidência de tributos e demais componentes da fatura. 

Na prática, considerando apenas a tarifa de energia, uma residência que consome 200 kWh por mês teria o custo-base passando de aproximadamente R$ 139,14 para R$ 151,55, diferença de cerca de R$ 12,41 por mês. Em 300 kWh, o impacto fica próximo de R$ 18,62 mensais, antes de impostos, bandeira tarifária e outras cobranças.

Içara fica em patamar elevado na comparação regional

Com a tarifa residencial de R$ 0,75773 por kWh, a Cooperaliança passa a ocupar um patamar elevado quando comparada a outras cooperativas de energia do Sul de Santa Catarina.

Na Coopercocal, por exemplo, a tarifa residencial homologada pela ANEEL soma cerca de R$ 0,57008 por kWh entre TUSD e TE. Já a Cersul informa tarifa residencial convencional de R$ 0,53450 por kWh, sem tributos. A Cermoful aparece em levantamentos tarifários de 2026 com valor em torno de R$ 0,716 por kWh. Dessa forma, a nova tarifa da Cooperaliança fica acima de várias distribuidoras e cooperativas da região. 

O novo valor também se aproxima do patamar da Celesc, que teve aumento de 9,29% para os consumidores residenciais em agosto deste ano. A ANEEL informou que o efeito médio da revisão da Celesc foi de 10,82%. 

Segundo aumento expressivo consecutivo

O reajuste chama ainda mais atenção porque ocorre após uma alta expressiva no ano passado. Em 2025, o efeito tarifário médio da Cooperaliança foi de 14,31%. Agora, em 2026, o índice médio ficou em 10,14%. Embora seja inferior ao do ano anterior, representa mais um impacto significativo no orçamento de famílias e empresas. 

Segundo a Cooperaliança, os principais componentes que pressionaram o reajuste deste ano foram os componentes financeiros, com impacto de 4,06%; transporte de energia, 2,99%; e encargos setoriais, 1,89%. A parcela diretamente relacionada à atividade de distribuição da cooperativa respondeu por 0,36% do processo tarifário. 

E o consumidor precisa ficar atento a outro fator: setembro permanece com bandeira tarifária amarela, o que acrescenta R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos, além dos valores normais da tarifa. 

Fonte: ANEEL, Cooperaliança e dados tarifários das distribuidoras.