O sinal de alerta está ligado no Heriberto Hülse.
O Criciúma perdeu por 2 a 1 em Maceió, sofreu a segunda derrota consecutiva e, mais preocupante do que a posição na tabela, começa a mostrar uma queda de rendimento justamente no momento em que a Série B entra na fase em que os erros custam muito caro.
O Tigre vinha fazendo uma campanha extremamente segura. Chegou a liderar a competição e construiu uma gordura importante. Só que essa vantagem está desaparecendo.
São apenas cinco pontos conquistados nos últimos seis jogos.
E isso precisa preocupar.
Contra o CRB, o Criciúma teve méritos. Lutou, conseguiu reagir rapidamente depois de sofrer o primeiro gol e chegou ao empate com Diego Gonçalves. No fim, ainda buscou o resultado até o último segundo e chegou a colocar a bola na rede com Yuri Tanque.
Mas também é necessário reconhecer que o adversário produziu muito.
O CRB acertou a trave, obrigou Airton a fazer intervenções importantes e encontrou espaços que um time com pretensão de acesso direto não pode oferecer com tanta frequência.
E há outro detalhe que merece atenção: as segundas bolas dentro da área.
No segundo gol, o Criciúma perde a disputa depois da cobrança de escanteio, a bola explode no travessão e Danielzinho aparece livre para aproveitar o rebote.
Em uma Série B tão equilibrada, esse tipo de detalhe decide jogo.
Ofensivamente, também faltou ao Criciúma controlar mais a partida. O time teve momentos de pressão, principalmente no final, mas muitas vezes ficou dependente de cruzamentos e de uma jogada individual para conseguir ameaçar.
A bola do empate entrou no último lance? Entrou.
Mas o toque no braço existiu e, pela regra, o gol acabou corretamente invalidado depois da revisão.
Portanto, não dá para colocar a derrota na conta do VAR.
O Criciúma precisa olhar para o próprio desempenho.
O campeonato mudou.
Os adversários cresceram, a distância diminuiu e o Tigre terminou este domingo na terceira posição, fora da zona de acesso direto. E, em 2026, isso faz uma enorme diferença: os dois primeiros sobem diretamente; quem termina entre terceiro e sexto terá que enfrentar o drama dos playoffs.
Não existe motivo para desespero.
O Criciúma continua com 44 pontos, está completamente vivo na disputa e possui elenco para reagir.
Mas também não existe mais espaço para tratar esses resultados como algo normal.
Duas derrotas consecutivas.
Cinco pontos em 18 disputados.
E uma vantagem que estava confortável praticamente desapareceu.
Agora vem o Cuiabá, sexta-feira, dentro do Heriberto Hülse.
É jogo para recuperação. É jogo para reencontrar o futebol. E, principalmente, é jogo para mostrar que o Criciúma quer mais do que simplesmente disputar o acesso: quer voltar para a Série A pela porta da frente.
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