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O sinal de alerta está ligado no Criciúma

A derrota para o CRB não pode ser analisada simplesmente como mais um tropeço fora de casa.

30/08/2026 23h37
Por: Redação Fonte: Redação
O sinal de alerta está ligado no Criciúma

O sinal de alerta está ligado no Heriberto Hülse.

O Criciúma perdeu por 2 a 1 em Maceió, sofreu a segunda derrota consecutiva e, mais preocupante do que a posição na tabela, começa a mostrar uma queda de rendimento justamente no momento em que a Série B entra na fase em que os erros custam muito caro.

O Tigre vinha fazendo uma campanha extremamente segura. Chegou a liderar a competição e construiu uma gordura importante. Só que essa vantagem está desaparecendo.

São apenas cinco pontos conquistados nos últimos seis jogos.

E isso precisa preocupar.

Contra o CRB, o Criciúma teve méritos. Lutou, conseguiu reagir rapidamente depois de sofrer o primeiro gol e chegou ao empate com Diego Gonçalves. No fim, ainda buscou o resultado até o último segundo e chegou a colocar a bola na rede com Yuri Tanque.

Mas também é necessário reconhecer que o adversário produziu muito.

O CRB acertou a trave, obrigou Airton a fazer intervenções importantes e encontrou espaços que um time com pretensão de acesso direto não pode oferecer com tanta frequência.

E há outro detalhe que merece atenção: as segundas bolas dentro da área.

No segundo gol, o Criciúma perde a disputa depois da cobrança de escanteio, a bola explode no travessão e Danielzinho aparece livre para aproveitar o rebote.

Em uma Série B tão equilibrada, esse tipo de detalhe decide jogo.

Ofensivamente, também faltou ao Criciúma controlar mais a partida. O time teve momentos de pressão, principalmente no final, mas muitas vezes ficou dependente de cruzamentos e de uma jogada individual para conseguir ameaçar.

A bola do empate entrou no último lance? Entrou.

Mas o toque no braço existiu e, pela regra, o gol acabou corretamente invalidado depois da revisão.

Portanto, não dá para colocar a derrota na conta do VAR.

O Criciúma precisa olhar para o próprio desempenho.

O campeonato mudou.

Os adversários cresceram, a distância diminuiu e o Tigre terminou este domingo na terceira posição, fora da zona de acesso direto. E, em 2026, isso faz uma enorme diferença: os dois primeiros sobem diretamente; quem termina entre terceiro e sexto terá que enfrentar o drama dos playoffs.

Não existe motivo para desespero.

O Criciúma continua com 44 pontos, está completamente vivo na disputa e possui elenco para reagir.

Mas também não existe mais espaço para tratar esses resultados como algo normal.

Duas derrotas consecutivas.

Cinco pontos em 18 disputados.

E uma vantagem que estava confortável praticamente desapareceu.

Agora vem o Cuiabá, sexta-feira, dentro do Heriberto Hülse.

É jogo para recuperação. É jogo para reencontrar o futebol. E, principalmente, é jogo para mostrar que o Criciúma quer mais do que simplesmente disputar o acesso: quer voltar para a Série A pela porta da frente.

Carlos Alberto Fiorenza
Sobre Carlos Alberto Fiorenza
Carlos Alberto Fiorenza é jornalista e colunista dedicado à análise de fatos políticos, sociais e do cotidiano regional. Com olhar crítico e linguagem direta, acompanha os principais acontecimentos que impactam a comunidade e a realidade do Sul de Santa Catarina. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como um observador atento da política e da vida pública, trazendo reflexões, bastidores e interpretações que ajudam o leitor a compreender melhor os rumos da sociedade. Em seus textos, Fiorenza combina informação, opinião e experiência, valorizando o debate democrático e a pluralidade de ideias. Sua coluna se tornou espaço para discutir temas relevantes da região, sempre com independência e compromisso com a informação.
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